AVISO

Dia 1 de Setembro, o Senhor Palomar muda-se de livros e bagagens para http://senhorpalomar.com/

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

JOSEPH CONRAD (1857-1924). 152 anos sobre o seu nascimento


Comemoram-se hoje 152 anos sobre o nascimento do autor de «O Coração das Trevas»,(biografia do autor aqui), recentemente publicado pela Dom Quixote na colecção Biblioteca António Lobo Antunes. Ver outras obras publicadas em Portugal aqui.
«Nostromo» é apontada como a obra-prima de Conrad. Ler mais sobre esta obra aqui.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Novo endereço: Senhor Palomar em http://senhorpalomar.com

O Senhor Palomar mudou-se de livros e bagagens. Agora pode ser encontrado aqui:

É só clicar na imagem acima.

O hotel perfeito para as suas férias - o Hotel da Literatura

2.700 títulos impressos. 40 mil audiolivros (na Alemanha, este segmento tem outra força). Tudo no Literaturhotel Franzosenhohl, em Iserlohn. Ler aqui. Via Bibliofilmes.

José Saramago despede-se do seu caderno

«Não é isto uma ária de ópera para lhe meter agora um interminável adio, adio. Adeus, portanto. Até outro dia? Sinceramente, não creio. Comecei outro livro e quero dedicar-lhe todo o meu tempo. Já se verá porquê, se tudo correr bem. Entretanto, terão aí o “Caim”.» O Nobel deixa, contudo, a porta aberta para colaborações pontuais: «Pensando melhor, não há que ser tão radical. Se alguma vez sentir necessidade de comentar ou opinar sobre algo, virei bater à porta do Caderno, que é o lugar onde mais a gosto poderei expressar-me.» Ler texto na íntegra aqui.

As cartas apaixonadas entre Gabriela Mistral e a sua secretária, Doris Dana

Ler na Ñ.

Boa prosa

«O Dr. Merdaíl. Disse Merdaíl? Enganei-me. É Madaíl, Madaíl. Depois do fiasco do Mundial-02 [Portugal eliminado na fase de grupos por EUA e Coreia do Sul], escondeu-se atrás de uma carcaça, atrás de um campeão do mundo [o Brasil venceu esse Mundial-02, com Scolari a seleccionador]. Isso é atirar areia para os olhos dos outros. Desculpe lá, mas apetece-me partir a loiça toda. Nasci aí, em Portugal, e não aceito que arruínem o nosso futebol.» Ler a entrevista completa de Sérgio Conceição no I. Entrevista por Rui Tovar ("Scolari levava os amigos da Nike para a selecção"), a Sérgio Conceição.

O Senhor Palomar vai a votos.

O Senhor Palomar nunca apreciou quem muito critica, mas nada faz. Poderia citar um conhecido autarca brasileiro que disse uma vez (frase profunda, aqui vai ela) "eu roubo mas faço", mas prefere relembrar Lincoln, que apontava o facto de só ter o direito de criticar, aquele que pretende ajudar.

Vaí daí, o Senhor Palomar reflectiu alguns minutos (o normal nestas ocasiões) e decidiu que deve anunciar a sua própria lista de candidatos às eleições que se aproximam. Com Italo Calvino como primeiro-ministro (um tipo meio cubano, meio italiano, ainda estamos para ver o que dará), espera-se um combate intenso com boa prosa, diálogos profundos, e discursos bem esculpidos. Sem meias palavras. Mas sobretudo sem verbos mal conjugados. Para desenjoar um pouco da política nacional.

Para acompanhar no Senhor Palomar.

Manuscrito: Ernest Hemingway (conto "The Battler")

Retirado daqui.

William Golding, por John Carey (Faber)

Review de Robert Harris à biografia de John Carey, dedicada a William Golding. Ler no TimesOnline.

Gay Talese, por Isabel Coutinho


Ler no Ciberescritas. A Editorial Presença publicou recentemente deste autor Honra o teu pai. Digam lá se o Senhor não parece saído de um filme do Al Capone.

Os pequenos editores devem ser corruptos?

Discussão para acompanhar aqui.

Cada vez mais, o Senhor Palomar olha para a política portuguesa como se fosse um livro de "Onde está o Wally?"

- Existem diferenças entre PS e PSD, diz Jerónimo de Sousa
- Francisco Louçã promete que Bloco vai "incomodar os responsáveis pela crise"
- Paulo Portas acusa PS de "jogo de dissimulação" na campanha
- Ferreira Leite acusa Sócrates de transformar Estado numa “máquina ao serviço do poder”
- Paulo Portas considera que o "centrão anda em movimento"
- Jerónimo de Sousa diz que falta derrotar os executantes da política de direita
- Paula Teixeira da Cruz diz que PSD perdeu uma oportunidade com escolha de listas deputados

Cortázar, por Pedro Vieira, no dia em que passaram 95 anos sobre o seu nascimento. De Cortázar, entenda-se. Que não é hoje, mas sim no passado 26.08

Roubado daqui.

"Juliet, Naked", de Nick Hornby

Review de Julie Myerson. No The Guardian.

O exorcista. Onde tudo começou - livro e filme

Ler no El País.

domingo, 30 de agosto de 2009

sábado, 29 de agosto de 2009

Uma nova biografia de Lowry (1909-1957) para descobrir no El País

Aqui.

Ser biógrafo não é facil

Tal como se pode verificar no El País.

Terá o mexicano Fabio Morábito escrito uma das obras mais perfeitas da literatura?

Discussão aberta na Ñ.

Mário Zambujal entrevistado por Hélder Beja

«Foi impossível ler "Uma Noite Não São Dias" antes desta entrevista e tudo o que Zambujal revela à mesa de almoço são completas novidades. Uma das personagens da novela será um historiador que estuda a primeira década do século XXI, a nossa. O que "dá muito jeito" ao autor, porque pode "pô-lo a falar e a fazer descobertas incríveis sobre o que está a acontecer hoje". Há, portanto, um investigador que olha o nosso presente com grande admiração e que constata coisas deste género: "Aqueles gajos de 2000-2010 eram engraçados como o caraças, andavam todos vestidos de azul da cintura para baixo [alusão às calças de ganga]."» Ler na íntegra aqui.

O novo livro de Mário Zambujal, "Uma Noite Não São Dias", será publicado pela Planeta.

Talvez Miguel Sousa Tavares tenha razão

Facebook pode "envenenar" relações amorosas.

Hornby está de volta

Ler no Times.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O império contra-ataca

Maria João Pires aventou a hipótese de vir a adoptar unicamente a nacionalidade brasileira. Miguel Sousa Tavares seguiu-lhe os passos e apresentou semelhante proposta. Saramago garantiu que, por ele, o escritor até podia ir para Marte. Na LER deste mês, Miguel Sousa Tavares responde-lhe: «Não me preocupa nada que o Saramago fique lá a viver em Lanzarote porque não faz falta como contribuinte. Agora, eu faço falta ao País como contribuinte. Não tenho uma fundação que é um excelente meio de não pagar impostos e ainda ser ajudado.»

Fica por esclarecer se, de facto, Saramago não paga os seus impostos em Portugal.

Guardian first book award - Shortlist anunciada

Conferir aqui.

Dickens enquanto personagem de ficção

Ler aqui.

Serguéi Mijalkov, criador dos hinos russo e soviético, faleceu ontem, em Moscovo

Ler no El País.

Deus vai ser personagem do novo livro de José Saramago. Agora só falta saber se José Mourinho vai gostar de ser retratado.

Imagem retirada daqui.

Caim, por Francisco José Viegas. Se o romance de Saramago for tão belo quanto este trecho, teremos livro. Belíssimo.

«Saramago é ateu mas os seus livros supõem um sentimento religioso. Ao contrário de Richard Dawkins, por exemplo, que é ateísta militante e para quem a ideia de Deus não apenas é absurda como, ainda por cima, está na origem dos males do mundo. Saramago pode não andar longe, mas há um halo, uma respiração, um apelo do indizível e do invisível, os lugares onde Deus podia habitar: no meio do deserto ou na noite escura dos tempos, antes de os homens lhe terem emprestado o gene da crueldade e da vingança, e de se terem organizado em religiões rivais e exclusivas (“onde estou eu não podes estar tu”). Acontece que a ideia de Deus ou está em nenhuma parte ou em todo o lado.» Ler na íntegra, aqui, o texto de FJV.



Coisas estranhas ou como os pontos de exclamação nos levantam tantas dúvidas

Houve pelo menos um leitor que chegou a este blog a partir da pesquisa "devo usar ponto de exclamacao em cumprimentos". No google.

Mário Zambujal publicará um novo livro pela Planeta

Mário Zambujal regressa à ficção e ingressa na Planeta. O escritor e jornalista não terá conseguido resistir aos longos, louros e encaracolados cabelos de Cristina Ovídio. Fez bem.

O novo livro chama-se "Uma Noite não são Dias" e será lançado até ao final de 2009. Segundo comunicado da editora, «na Avenida Vertical, nome de uma torre habitacional de 98 andares no ano de 2044, ocorrem dois misteriosos assaltos, e ali nascem paixões, intrigas e descobertas surpreendentes». Não diz muito, mas continua a ser um Mário Zambujal.

Caim já começa a dar polémica

As reacções ao novo livro de José Saramago já se começam a fazer sentir. Em resposta à frase-chave da obra, que emoldura o booktrailer («Que diabo de Deus é este que, para enaltecer Abel, despreza Caim?»), Maria Helena Pinto Ribeiro deixou na página de facebook do Senhor Palomar um pertinente comentário que aqui se reproduz:

«Não consegui encontrar no livro do Génesis a parte em que Deus despreza Caim. Devo ter saltado versículos.

O grande problema deste cidadão e de outros, é que não acreditando em Deus, conseguem defini-lo como alguém que escraviza, ou então alguém que faz do homem uma marioneta. O homem é escravo dos seus desejos de dominar, de possuir… enquanto Deus criou o homem livre. Livre para poder decidir que quer a paz e de lutar por ela… Pico della Mirandola percebeu isso muito bem.

Um Deus que tem “poderes suficientes para obrigar os impertinentes desavindos a depor as armas e deixar a humanidade em paz” continua a ser um Deus em quem não consigo acreditar e nem me esforço para isso.

Só quem alimenta os fantasmas que estão dentro de si próprios é que acredita que eles existem.
»

Há males que vêm por bem

Por exemplo: esta notícia levou Francisco José Viegas a reler Le Carré.

Ainda os tradutores

«Sei, mais que nunca, que todo tradutor é um traidor. Mas, sem esses traidores, que seria de nós, leitores, e nossas naturais limitações para ler na língua original todas as obras interessantes que há nas prateleiras mundo afora?» Ler na íntegra aqui o texto de Robertson Frizero.

Top de livros dedicados à Queda do Muro de Berlim

Lista do The Guardian. Recorde-se que, sobre este tema, a Bertrand publicará O Mundo Perdido do Comunismo - História Oral do Quotidiano do Outro Lado da Cortina de Ferro, de Peter Molloy e a LeYa Oceanos a obra A queda do Muro, de Olivier Guez e Jean-Marc Gonin.

As 70 melhores capas da Marvel

Para conferir aqui.

Uma versão muito própria de Os Irmãos Karamazov

No The Onion.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Caim, de José Saramago, no Público

Aqui.

Caim - o novo livro de José Saramago. Apresentação de Pilar del Río


«Saramago escreveu outro livro. O seu título é “Caim”, e Caim é um dos protagonistas principais. Outro é Deus, outro ainda é a humanidade nas suas diferentes expressões. Neste livro, tal como nos anteriores, “O Evangelho segundo Jesus Cristo”, por exemplo, o autor não recua diante de nada nem procura subterfúgios no momento de abordar o que, durante milénios, em todas as culturas e civilizações foi considerado intocável e não nomeável: a divindade e o conjunto de normas e preceitos que os homens estabelecem em torno a essa figura para exigir a si mesmos - ou talvez seria melhor dizer para exigir a outros- uma fé inquebrantável e absoluta, em que tudo se justifica, desde negar-se a si mesmo até à extenuação, ou morrer oferecido em sacrifício, ou matar em nome de Deus.

“Caim” não é um tratado de teologia, nem um ensaio, nem um ajuste de contas: é uma ficção em que Saramago põe à prova a sua capacidade narrativa ao contar, no seu peculiar estilo, uma história de que todos conhecemos a música e alguns fragmentos da letra. Pois bem, com a cabeça alta, que é como há que enfrentar o poder, sem medos nem respeitos excessivos, José Saramago escreveu um libro que não nos vai deixar indiferentes, que provocará nos leitores desconcerto e talvez alguma angústia, porém, amigos, a grande literatura está aí para cravar-se em nós como um punhal na barriga, não para nos adormecer como se estivéssemos num opiário e o mundo fosse pura fantasia. Este livro agarra-nos, digo-o porque o li, sacode-nos, faz-nos pensar: aposto que quando o terminardes, quando fizerdes o gesto de o fechar sobre os joelhos, olhareis o infinito, ou cada qual o seu próprio interior, soltareis um uff que vos sairá da alma, e então uma boa reflexão pessoal começará, a que mais tarde se seguirão conversas, discussões, posicionamentos e, em muitos casos, cartas dizendo que essas ideais andavam a pedir forma, que já era hora de que o escritor se pusesse ao trabalho, e graças lhe damos por fazê-lo com tão admiráveis resultados.

Este último romance de José Saramago, que não é muito extenso, nem poderia sê-lo porque necessitaríamos mais fôlego que o que temos para enfrentar-nos a ele, é literatura em estado puro. Dentro de pouco tempo podereis lê-lo em português, castelhano e catalão, e então vereis que não exagero, que não me move nenhum desordenado desejo ao recomendá-lo: faço-o com a mais absoluta subjectividade, porque com subjectividade lemos e vivemos. E falo aos amigos, porque esta carta apenas a eles vai dirigida. Com muita alegria.

Felicidades a todos os leitores: um ano depois de A Viagem do elefante temos outro Saramago. São três livros em um ano, porque também há que contar com o Caderno, o livro que vamos lendo aqui em cada dia. Não podemos pedir mais, o nosso homem cumpriu, e de que maneira. A idade, amigos, aguça a inteligência e agiliza a capacidade de trabalho. Que sorte a nossa, leitores, de ter quem nos escreva.

Pilar del Río
»

Aqui.

O novo livro de José Saramago. "Caim" de seu nome.



«Que diabo de Deus é este que, para enaltecer Abel, despreza Caim?»

As cidades onde vivemos são livros inacabados

This Is Where We Live from 4th Estate on Vimeo.

Caro José Mário Silva, se era o senhor Palomar, de Calvino, que se passeava pela Costa Vicentina deveria ter tirado uma fotografia

Ou será que tirou?

Abel e Caim, por José Saramago

No próximo livro, cujo título é ainda segredo. Ler no La Vanguardia.

Acerca da sua relação com Deus, José Saramago é claro, quem o salvou não foi Deus: "Moriremos cuando tengamos que morir. A mí me salvaron los médicos, me salvó Pilar (su esposa y traductora), me salvó el excelente corazón que tengo, a pesar de la edad. Lo demás es literatura, y de la peor".»«

As novidades que ai vêm, ou como há fortes probabilidades de o Senhor Palomar ir à bancarrota. Isso, e tornar-se um ser associal

Roth, Lobo Antunes, Saramago (por vezes a sequência é outra), inédito de Dennis McShade, Francisco José Viegas, Luísa Costa Gomes, Bolaño, Richard Yates, Toni Morrison, Adília Lopes, Joaquim Manuel Magalhães. Isto promete.

O Senhor Palomar lamenta que a notícia seja pouco clara quanto ao que será lançado na área do ensaio, na história, da política (entre outros) . A Edições 70 não vai publicar nada? A Gradiva? A Antígona? Entre outros.

Carmen Posadas e Eduardo Mendoza no Festival do Livro de Edimburgo

Reportagem no El Mundo.

Contactos da Ahab

A propósito do post que anunciava a Ahab Edições, o Senhor Palomar recebeu dois e-mails e um comentário a solicitar o contacto desta nova editora. O Senhor Palomar esclarece que nada tem que ver com este projecto, mas tem todo o gosto em aqui colocar um post para que esta editora o possa ver e, se assim o entender, enviar-lhe esses mesmos contactos, que fará chegar a quem de direito.

Da hiper-actividade do Senhor Palomar, com pedido de desculpas a Saturnine, e o desejo que, pós-26 de Setembro, toda a gente leia o 2666, de Bolaño.

Cara Saturnine, o Senhor Palomar disse-o num dos primeiros posts e volta a repeti-lo: não gosta nem quer incomodar. Muito menos desviar profissionais de cumprir os seus propósitos, reduzindo dessa forma a produtividade do país. Para isso, já basta quando o SL Benfica ganha por apenas 3-0 e no dia seguinte toda a gente protesta porque razão aqueles tipos não deram pelo menos seis ao adversário. No lugar de ler o Senhor Palomar, poderá sempre comer uma peça de fruta, já Ricardo Araújo Pereira assim o avisa. Mas o melhor, melhor mesmo, talvez seja seguir a indicação do Bookseer e, a partir de 26 de Setembro, ler o 2666. O Senhor Palomar fará o mesmo.

Até à final da Liga Europa.

O Sporting CP prestigiou-se e prestigiou o futebol nacional. Discussões proto-metafísicas à parte de não usarmos o futebol como bandeira do que seja, o Senhor Palomar gostou de ver o Sporting bater-se. Como um leão, vá, reserve-se o cliché.

Djaló falhou, com poucos minutos de jogo, um quase-golo. Faltou-lhe o killer instinct que faz a diferença nestas alturas. Um pouco menos de ouro, uma dose maior de sonho, e a bola teria entrado.

Agora fará companhia ao SL Benfica. Estará em boa companhia, portanto. Sejam bem-vindos, amigos lagartos. Se tudo correr como planeado, lá para o segundo trimestre, encontramo-nos na final. Coisa para se ver entre amigos, com bons fumos e boa comida, devidamente regada por vinho de qualidade superlativa.

6-3 e 5-0 são resultados que aparecem na cabeça do Senhor Palomar. Que Jesus nos ajude.

Lost Symbol vai mexendo cada vez mais.

A poucas semanas do lançamento do sucessor de "O Código de Vinci", vão-se multiplicando as notícias, os boatos, os mistérios. Na Ñ, algumas pistas.

Desde ontem nas bancas

Saber mais aqui.

A hipocondria na Literatura

Brontë, Darwin, Proust, Warhol, entre outros. Todos hipocondríacos. Agora há um livro que conta essa parte da história. Chama-se Tormented Hope : Nine Hypochondriac Lives, e foi escrito por Brian Dillon. A edição é da Penguin.

Ler mais no The Guardian.

José Mário Silva confirma: no futuro falar-se-á de Borges, como de Dante e Shakespeare

«Sim, claro que sim, claro que se falará. Alguém duvida? E concordo com Vaccaro noutra afirmação: Borges pode não ter sido o melhor escritor de todos os tempos (nem ele aspiraria a tanto) mas foi certamente o melhor leitor de todos os tempos. Aliás, invejo ainda mais as suas leituras do que os seus maravilhosos poemas, contos e ensaios.»

O Senhor Palomar agradece a José Mário Silva a resposta à questão formulada há uns dias atrás. A pergunta, recorde-se, teve por base este artigo.

O blogue Leixão

gosta da nova banda sonora...

Dúvidas do Senhor Palomar: Será a Menina Limão como Maria João Freitas a retrata?

Ver aqui e aqui.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Eppur si muove

Um perfil de Galileu Galilei no Público.

O Senhor Palomar só compra um leitor de livros electrónicos quando "a coisa" fizer caipirinhas

Mas mantém-se atento aos desenvolvimentos.

É só para dizer...

Que falta um mês para que a Quetzal faça história na edição portuguesa.

O Luís Soares também lê o Senhor Palomar

Um abraço, Luís.

Ó André A. Correia: proteste à vontade. Com pontos de exclamação ou não.

Embora o Senhor Palomar prefira sem.

A Bola esclarece, mas o Senhor Palomar continua com dúvidas, ou como Descartes (também ele um autêntico homem-dúvida) aparece de mansinho neste blogue

Depois deste post, que tanta polémica e comentários suscitou, e coincidência ou não (apesar de a Margarida nos ter ensinado que there's no such thing), eis que a Bola acrescentou um link à sua tabela classificativa, que nos remete para os critérios de desempate. Mas o Senhor Palomar, contudo, continua sem entender, pois como as equipas com 4 pontos (entre os 3.º e 6.º lugar) ainda não jogaram entre si, as três primeiras alíneas não servem de justificação.

A quarta alínea, contudo, parece servir ao caso:«Maior diferença entre o número dos golos marcados e o número de golos sofridos pelos Clubes nos jogos realizados em toda a competição». O SL Benfica marcou 2 golos , o FC Porto 4, Belenenses e Rio Ave, 2. Em golos sofridos, Benfica, FC Porto e Rio Ave sofreram ambos 1 golo. O Belenenses continua invicto. Logo, quem tem maior «Maior diferença entre o número dos golos marcados e o número de golos sofridos [...] em toda a competição» é o FC Porto (3), seguindo-se Belenenses (2), e por fim Benfica e Rio Ave, com 1 golo.

Mas note-se, apesar de tudo que fique bem claro: este post não é uma queixa. Apenas um esclarecimento. O lugar por direito e estatuto do FC Porto é, toda a gente sabe, atrás do clube da Luz. O Senhor Palomar lamenta averbar este tipo de evidências de forma fria e calculista, mas já Descartes nos alertava para as verdades puras e cristalinas.


«“Já se sabe quem é o senhor Palomar?”»

«... pergunto com medo que a minha ausência do mundo “on-line” me leve a perder o momento em que todos ficam a saber quem está por detrás do blogue que está a agitar o meio literário português.» Entrada de 5 de Agosto de Isabel Coutinho, aqui, duplicando no seu blogue a reportagem publicada na Pública do passado domingo.

E sim, estimada Isabel Coutinho, já muita gente sabe. Calcula o Senhor Palomar que a esta hora também já saiba. Ou não?

Ahab Edições - que bom aspecto tudo isto tem

Chamam-se Ahab (o que é um excelente precedente para coisas boas) e, no dia 22 de Outubro, os seus primeiros títulos chegam às livrarias. Às boas e às outras, espera-se.

São uma nova editora, já se percebeu, está sedeada no Porto e servem para entrada "Pergunta ao pó" (John Fante), "Pudor e dignidade" (Dag Solstad) e "A ilha" (Giani Stuparich). Com nomes destes, o Senhor Palomar está rendido. Estaremos na presença de uma nova Cavalo de Ferro? O Senhor Palomar está ansioso.

Mas só junto da emigração?

«José Sócrates quer prioridade à defesa da língua portuguesa junto da emigração»

Sebastian Faulks desculpa-se

«Sebastian Faulks has moved quickly in an attempt to avert criticism over his comments about the Qur'an, which he was quoted describing as "just the rantings of a schizophrenic" with "no ethical dimension" in an interview with the Sunday Times yesterday.» Ler na íntegra no The Guardian.

25 anos sem Truman Capote

Recordados no El País e no La Vanguardia.

As 2300 páginas de leitura de Obama

Ler no The Independent.

Florbela Espanca na Editorial Presença


A Editorial Presença começará a publicar, a partir de Setembro, a obra completa de Florbela Espanca. Eis o calendário de lançamentos:
- Obra Poética (vol. I) – 15 de Setembro 2009 (foto acima)
- Obra Poética (vol. II) - 2010
- Contos (vol. III) – 2010
- Correspondência (vol.IV) - 2010

Ler reportagem no JN.

No bosque do espelho, de Alberto Manguel (Dom Quixote), por Eduardo Pitta

«No Bosque do Espelho toma como ponto de partida a obra-prima de Lewis Carroll, adoptando como divisa o mot de Heraclito: «Nunca mergulhas no mesmo livro duas vezes». Trata-se de uma colectânea de ensaios de muito diversa proveniência: artigos encomendados, textos para cursos de jornalismo das artes, conferências, recensões críticas, antologias gay, introduções e posfácios. Manguel estabece um fio condutor entre textos de Borges, Cortázar, Chesterton, Melville, Cynthia Ozick, Santo Agostinho e outros. Do ponto de vista da erudição e do ofício, tem a perfeição do amanuense culto. Mas raramente nos surpreende com um golpe de asa.» Ler na íntegra aqui.

2666, por Safaa Dib

«A editora não pretende que 2666 seja para qualquer leitor. A escolha da Quetzal é certamente interessante para certos gostos mais requintados e com certas tendências intelectuais (afinal temos que estar a par do que se diz bem lá fora…), mas a julgar pela capa algo comercial e desinspirada, não sei dizer se conseguirão atingir o sonho de qualquer editor: ser um sucesso entre a crítica em paralelo com uma significativa adesão das massas que desejem ler o livro. Desejem ler, logo, comprar.» Safaa Dib, da editora Saída de Emergência, fala de 2666, de Roberto Bolaño. Ler na íntegra aqui.

Recorde-se que o lançamento de 2666, pela Quetzal, será feito a 26 de Setembro.

A verdadeira conversa entre escritores, por Maria João Freitas

«Há uns meses, cruzei-me com o Michel Foucault na Pó dos Livros. Ele estava mesmo ao lado do Franz Kafka. Talvez estivessem a discutir a forma kafkiana como a sociedade vigia e pune o indivíduo. Talvez devesse ter confirmado com Jean-Paul Sartre se era mesmo isso, pois pareceu-me vê-lo atrás deles, calado e a tentar passar despercebido, escutando as palavras trocadas (em que língua seria?) pelo filósofo francês e pelo escritor checo. Umas semanas depois, encontrei o Van Gogh na Fnac, entre a Jane Eyre e a Mona Lisa de corpo inteiro, como se o atormentado pintor estivesse indeciso em relação a qual das damas convidar para dançar. Espantosamente, um destes fins-de-semana vi o James Joyce no El Corte Inglês. Sabem acompanhado de quem? Da Frida Kahlo.» Ler na íntegra aqui.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Sadie Jones em entrevista

No The Independent. Esta autora está publicada em Portugal pela Civilização.

Nova LER já nas bancas

O Senhor Palomar pede desculpas a MST por reproduzir a sua imagem num blog. Sem ironias.

Deve ser mais um para ler de uma penada

Bolt regressa à China em Setembro e prepara livro

Tara Books, uma editora indiana, onde o conceito de livros manufacturados é levado muito a sério

Ler tudo no blog O livro infantil.

Em tese, estamos todos de acordo

Cavaco Silva promulgou alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos.

Se os selos forem bonitos, o Senhor Palomar compra a ideia

E-mails com selo postal.

O assassino do Kindle está a chegar. E veste-se melhor

Ler no Público.

Os misteriosos cadernos de Agatha Christie

No DN.

Coisas belas que nada têm a ver com livros


Ou talvez tenham. Descubram mais aqui. [Via De olhos bem fechados]

Dickens

Numa altura em que quase se celebram os 140 anos sobre a morte e os 200 anos sobre o nascimento de Dickens (1812-1870), começam a surgir as primeiras obras à volta deste autor. Para já, perfila-se um livro de ficção.

Martin Amis - um portefólio fotográfico

Ver no The Guardian. Ao alto, Amis com 7 anos.

A Mafalda de carne e osso. Quase

Ler no El País.

Serão os livros infantis depressivos?

Anne Fine acha que sim.

Novo record


O Senhor Palomar não é o Usain Bolt para receber uma medalha, mas ontem atingiu um novo máximo: 1563 visitas.

Imagem retirada daqui.

A música da fome, de J.M.G. Le Clézio (Dom Quixote), por José Mário Silva

«Embora não seja discernível uma estrutura musical evidente, há linhas melódicas que se propagam através do livro, com uma certa cadência, uma certa entoação, repetindo-se aqui e ali como um retornelo (não por acaso, o título original é Ritournelle de la Faim). Também não por acaso, o único momento histórico em que Ethel e a verdadeira mãe do autor coincidem é a estreia do Bolero de Ravel. Essa peça que parece «uma profecia» e leva os instrumentos até aos seus limites, «até à estrangulação, até quebrarem as cordas e as vozes, até quebrarem o egoísta silêncio do mundo». O mesmo efeito que Le Clézio, com menos violência e menos estrépito, acaba por conseguir neste romance belíssimo, melancólico mas nunca resignado.»
Ler na íntegra aqui.

Um duo dinãmico: Llosa e Marías

Por Edmundo Paz Soldán.

Da resistência ao livro electrónico, por Manuel Jorge Marmelo

«Há por aí um grupo de pessoas dedicadas a tecer loas a uns aparelhos muito modernaços que, segundo consta, servem para ler e são capazes de armazenar quatrocentos livros lá dentro. Não sei como é que estes indivíduos fazem para arranjar vagar para ler quatrocentos livros ou a que habilidades circenses se dedicam para conseguirem lê-los todos ao mesmo tempo. Eu só consigo ler um livro de cada vez e, se tivesse tempo para ler quatrocentos livros, preferia ir morar numa biblioteca.» No Teatro Anatómico, post "Reader".

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Isto é mais ou menos como o Hemingway, mas no atletismo

«Semenya com testosterona três vezes superior ao normal»

As preocupações do Senhor Palomar ou como este deseja que o SCP consiga, finalmente, uma vitória no campeonato nacional

O Sporting CP conquistou, ao fim de duas jornadas, um ponto. O que dá meio ponto por jornada. A continuar assim, o Sporting CP terminará o campeonato com 15 pontos, o que poderá ditar a despromoção do grande rival da Luz. Este cenário causa preocupação no Senhor Palomar, já que ele gosta de ter adversários à altura.

O Sporting CP também tem a solidariedade do Senhor Palomar.

Os fãs desejaram feliz aniversário (62) a Paulo Coelho

e ele retribuiu.

Isabel Coutinho voltou ao mundo dos vivos

Seja bem-vinda, Isabel Coutinho. Ver o vídeo da reportagem, aqui. Reportagem publicada na Pública de ontem ("A semana em que o meu mundo encolheu").

Como escolher os livros que vai ler a seguir?

Solução aqui. Basta colocar o último livro que leu, que a aplicação devolve-lhe uma série de resultados. Sob a resposta Palomar, o programa devolveu sugestões que vão de Joyce, a Dante, Rilke, a... Calvino.

Ler mais aqui.

Este é o novo aspecto do senhor Palomar. O conteúdo, irrepetível, é o mesmo.

O Senhor Palomar vai mudar de endereço. A partir de 1 de Setembro estará disponível em http://www.senhorpalomar.com/. Actualize o seu google reader.

Coisas que o Senhor Palomar não entende

O Senhor Palomar não tem reservas em dizer que tem dúvidas. Dito de outra forma: engana-se e tem dúvidas. A mais recente prende-se com a tabela classificativa do campeonato nacional de futebol, presente no website de A Bola. Ao olharmos para a mesma, em baixo, percebemos que o Benfica foi classificado em terceiro lugar, após ter conseguido um empate e uma vitória. Exactamente os mesmos resultados que o FC Porto e o Rio Ave, averbatando 4 pontos. Diferenças? O FC Porto tem mais 2 golos que os outros dois adversários. No entanto: o Benfica surge em terceiro lugar, o FC Porto em quarto e o Rio Ave em quinto.

E a dúvida é só uma: porque é que o Rio Ave está em quinto lugar e não em quarto, quando conseguiu exactamente a mesma performance que o clube da Luz? E depois dizem que o sistema não funciona.

A leitura, vista pela lente de André Kertész. Por Tatiana Faia

«André Kertész (1894 - 1985) foi um fotógrafo dos mais originais, inventivos e influentes do séc. XX. De origem húngara, mudou-se primeiro para Paris (em 1925) e depois para Nova Iorque (em 1936), onde não conseguiu assegurar imediatamente um posição de sucesso enquanto fotógrafo e só em meados da década de setenta é que o seu trabalho nesta área foi amplamente reconhecido, sendo-lhe reconhecido um lugar na história da fotografia.» Continuar a ler aqui, aqui e aqui.

Uma lua de papel sem segredos, mas com livros bem feitos


O Senhor Palomar não tem segredos, embora aparentemente os tenha. Os segredos do Senhor Palomar, se os tivesse, seriam desinteressantes e dificilmente fariam vender o que Rhonda Byrne faz vender por esse mundo fora. Para perceber o que aqui se diz, bastará pensarmos que a senhora autora, e seus sucedâneos, já venderam mais livros do que caracteres que este blogue alguma vez terá.

Quem tem segredos, nesta coisa dos livros, já se sabe, é José Prata. Ex-jornalista, ex-autor (pelo menos enquanto não amadurecer mais, palavras do próprio), tem um faro pouco comum para a edição de livros e faz de cada uma das suas obras um exemplo de bem publicar. Podemos até nem gostar dos autores, dos livros, dos temas abordados (o Senhor Palomar não gosta da esmagadora maioria), mas numa coisa somos obrigados a ceder: os livros são bem feitos, são bem trabalhados, estudados ao mílimetro para facilitar a leitura. Do leitor, pois claro.

O Editor que curte o sanguinho (há que ler Os coxos dançam sozinhos, da sua autoria, para perceber a private joke) gosta também de livros e sabe como fazer para que os leitores gostem deles. E isso é tudo o que o Senhor Palomar pede a um editor: que o faça gostar, ainda mais, de livros.

Na foto vemos José Prata a ser beijado pelo Dr. Oz, autor da série You (extraído do seu facebook).

Manuscrito: William Faulkner (As I lay dying)

Retirado daqui. Ler entrevista do autor à Paris Review aqui.

No futuro falar-se-á de Borges como de Dante ou Shakespeare

Discussão em aberto na Ñ. O Senhor Palomar fica à espera que o Bibliotecário de Babel, quando regressado de férias, se pronuncie.

Passam hoje 110 anos sobre o nascimento de Borges.

Thomas Mann

No El País.

Pierre Michon em análise.

No El País.

Da leitura na praia, por Paulo Moura

«Todo o verdadeiro leitor sabe que na praia não se consegue ler. Não há posição. Deitados para baixo sucumbiremos às dores de cotovelos em dez minutos; para cima, não aguentaremos os braços no ar mais de cinco minutos; de lado, sentiremos o ombro esmagado dentro de três minutos. Já para não falar da luz — aqueles raios solares virginais, disparados pelo buraco do ozono sobre a página branca. Não é possível, lamento. Basta de enganos. A ideia romântica de passar umas férias na praia a ler romances não se compagina com a realidade. Eu já me conformei com isto. Mas aquele homem não.» Ler até ao fim aqui.

domingo, 23 de agosto de 2009

Sai um subsídio de Estado para este senhor

Há um publicitário mexicano que se dedica a corrigir os erros linguísticos dos anúncios. Uma história do El País.

Amis, pelos olhos dos outros

Amis, prestes a fazer 60 anos, nunca foi consensual. Por isso, o The Independent foi ouvir diversas personalidades, pedindo-lhes que opinassem sobre o autor de "O Cão Amarelo". Para ler aqui.

Amis está publicado em Portugal pela Teorema.

Millôr Fernandes - um perfil

A ler, a ler.

A nova poesia espanhola

Para descobrir no El País.

Sporting perde em Alvalade com Sp. de Braga. E o Bom Jesus a assistir a tudo

1-2.

sábado, 22 de agosto de 2009

«Odeio us caroooooços nas frutas. Só como cerejas quando a minha empregada tira os caraços por mim. Não como fruta se tiver que descascar»

Politiquices à parte, é um testemunho notável, de uma sinceridade comovedora: «Era daquelas miúdas que tinha sempre resposta para tudo, sabes? Era irritante»; «Odeio perder. Prefiro fazer batota a perder»; «gosto de dar nas vistas. Mas no bom sentido».

Catarina Barros, da Trama, escrutinada por Ana Cristina Leonardo, no suplemento Actual (Expresso)

Um perfil de Catarina, da livraria Trama, por Ana Cristina Leonardo. Nas páginas 16 e 17 da edição de hoje e, decerto, em breve na web.

Frida Kahlo - será o novo livro dedicado à pintora uma ficção?

Ler no Público.

Yahoo!, Amazon e Microsoft contra a Google

Os três gigantes pretendem atacar o Golias Google, impedindo-o de levar avante o acordo pré-estabelecido com editores norte-americanos para digitalização de obras. Ler no Público. Isto na mesma semana em que se falou do possível acordo da Biblioteca Nacional Francesa com o Google.

«Israel nasceu dos sonhos, não da geografia ou da demografia»

Amos Oz. A partir de uma entrevista no italiano La Stampa.

«Não pode haver civilização sem cidades, mas pode haver cidades sem civilização» (Saul Bellow)

Percurso e discussão para acompanhar no El País.

Quem se lembra de Sophia?

Portefólio fotográfico no DN.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Cathe não subscreve a tese de eliminação dos pontos de exclamação.

«O ponto de exclamação existe para ser usado nas devidas alturas senhores e senhoras a favor desta petição! Se não sabem quando o usar, consultem a Gramática do Português Moderno onde explica a sua utilização muito mais detalhada e consisamente do que eu o posso fazer. No entanto sei que está tão errado o uso do dito ponto em determinadas orações como a ausência dele em outras determinadas orações, porque acabei o Secundário há apenas um ano e lembro-me de a professora Fátima numa ou outra circunstância marcar-me um ponto de exclamação com a caneta vermelha por eu não o ter colocado: erro gramatical.» Ler na íntegra aqui.

O verdadeiro senhor dos anéis

«Um neo-zelandês que prometeu à sua esposa encontrar a aliança de casamento depois de perdê-la no mar cumpriu a promessa, 16 meses depois.»

E livros, quantos há?

«Há um computador por cada 5,6 alunos nas escolas»

Sai um manual de etiqueta e boas maneiras para estes senhores

- Ferreira Leite tem falta de ideias e propostas, acusa Santos Silva
- Pacheco Pereira considera Preto uma “ferida em aberto” nas listas do PSD
- PCP considera que socialistas e sociais-democratas são "farinha do mesmo saco"
- Ferreira Leite: Sócrates alimenta crise com Belém para se vitimizar
- Vigilância a assessores de Belém: ministro Presidência recusa alimentar "pura intriga política"
- Ribeiro e Castro desafia Sócrates a ordenar “contenção” no PS

Margaret Atwood em entrevista

No Telegraph.

O Senhor Palomar recorda que a Bertrand lançou recentemente desta autora "Senhora Oráculo".

Racista, o camandro

Para não dizer outra coisa: «“Tintim no Congo” retirado da biblioteca de Brooklyn por ser considerado racista»

Pluma de honor" 2009 para Quino

Ler na Ñ.

Dan Brown mais oferecido que lido. Ou não ou não

Os livros de Dan Brown são frequentemente utilizados para doações a instituições de solidariedade social. É bonito.

O Senhor Palomar recebeu uma coroa de glória

Só porque o Miguel Marujo, criador de um dos três melhores blogues portugueses, o lê.

Aviso: caso cliquem no primeiro link, há uma forte probabilidade de não fazerem mais nada o resto do dia. Considerem-se avisados.

Manuel Anastácio, assim deixa o Senhor Palomar meio envergonhado

«Fico a saber, pela Maria Helena, que Palomar é "educado, sensível, subtil, divertido, inteligente", capaz de fazer rir as muheres... (ai as reticências...) Mas, apesar (!) - o ponto de exclamação é meu, bem como o "apesar" - do seu charme, é fiel à Senhora Palomar. Isto, não obstante os livros com que trai a sede insaciável de atenção da esposa.» Ler na íntegra aqui.

Um abraço, Manuel.

Workshop de diários gráficos, por Eduardo Salavisa, na Next-Art


A Carla Maia de Almeida explica tudo aqui. O Senhor Palomar recomenda (vivamente) o Diários de Viagens, de Eduardo Salavisa (edição da Quimera).

Larsson, por F.J.Viegas

«São livros viciantes e há, inclusive, fenómenos de dependência das suas histórias por parte de leitores em todo o mundo. O vício que eles proporcionam não tem apenas a ver com o facto de serem histórias bem contadas; elas falam da sobrevivência e do perigo da morte iminente, da corrupção e do desejo de vingar a injustiça. Há bem e mal. Há amor e indiferença. Coisas humaníssimas. Vive-se muito nos seus livros, e de uma forma apaixonada. Ninguém escapa» Ler na íntegra aqui.

Gogol - um perfil

Ler aqui um perfil de Gogol, redigido pelo blog de livros do The Guardian.

Portuguesia

«O projecto é muito interessante e tem, na minha opinião, quase tudo de bem feito. Começando pelo conceito – pós-moderno e tão loboantuniano – de não dizer a autoria dos poemas. Isto é: cada poema surge “misturado” com todos os outros sem a devida autoria. Uma inovadora forma de fazer valer os textos. Agrada-me. Só não me agrada a falta de um índice mais “user friendly”: é penoso procurar a autoria. Se a ideia foi com esse penar fazer com que as pessoas fruíssem dos textos sem pensar em quem os escreveu, conseguiram-no.» Um projecto de poesia apresentado por Jorge Reis-Sá, editor das Quasi, no PNET Literatura.

O Miguel Sousa Tavares não vai gostar de saber isto

«Paulo Coelho: "MySpace es mi esposa, Facebook, mi amante"»

Uma casa em forma de poema

É o que vai acontecer à Casa Fernando Pessoa. Estreia da iniciativa a 17 de Setembro.

A ilha dos tradutores, de Erik Orsenna (Teorema), por José Mário Silva

«Esta é uma bela história verídica, contada vinte anos mais tarde, com extraordinária delicadeza e num tom elegíaco sempre justo, por Erik Orsenna – a quem couberam, naqueles dois verões de empenhamento colectivo em prol da literatura, as passagens «mais atrevidas» da obra-prima nabokoviana. A história real, essa, teve um desfecho menos feliz do que a sua versão romanesca. Insatisfeita com o resultado do trabalho de Chahine e seus cúmplices, a Fayard entregou o material a Jean-Bernard Blandenier, a quem coube concluir a atribulada viagem de Ada até à língua francesa.»

Ler na íntegra aqui.

Candidatos ao Prémio Jabuti

Lista completa no Autores e Livros, de Eduardo Coelho. Ler no Público.

Biblioburro: Bibliotecas de quatro patas

«"Ahora tenemos 22 burros que recorren las veredas ofreciendo un mundo de palabras escritas. Un mundo que permite a los niños traspasar las montañas en las que habitan y volar a través de las letras. En mi casa las camas ya no tienen patas. Las sostienen los libros que llevo los fines de semana a los cientos de habitantes que se acercan a las bibliotecas de cuatro patas".» Ler no El País.

Solidariedade para com Jorge Jesus

Mia Couto inventa palavras e por isso passam-lhe atestado de génio e chamam-no de escritor. Já Jorge Jesus inventa muito mais palavras, une muito mais conceitos e realidades díspares, mas continua a ser visto como apenas um treinador. Só porque confunde "cerne" com "cherne". Não é justo.

Jorge Jesus tem a solidariedade do Senhor Palomar.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O que ler amanhã no suplemento Ípsilon, ou como os livros têm cada vez menos peso no PÚBLICO. Um desabafo que é mais um pedido do que uma crítica


O Senhor Palomar lamenta que na descrição que apresenta a edição do Ípsilon desta semana não haja qualquer referência a livros. O Senhor Palomar sabe que, sem publicidade que sustente este tipo de conteúdos, é mais difícil o jornal apostar em capas e dossiês ligados aos livros (apesar de esta, dedicado a Pina Bausch e Merce Cunningham, ser justíssima, note-se).

No entanto, o Senhor Palomar não pode deixar de notar que os livros têm vindo a perder peso no Público, têm vindo a ser desprezados pelo suplemento cultural de sexta-feira. Três, quatro páginas para livros não é admissível num jornal que se pretende de referência. Com tanta gente boa a escrever lá (Eduardo Pitta, Riço Direitinho, Isabel Coutinho, Pedro Mexia, só para nomear alguns) os livros deviam, têm de, ter mais protagonismo. Que sentido faria o Real Madrid, após ter contratado o Kaká e o Ronaldo, não os colocar a jogar onde e como devem jogar?

Pedro Vieira não gostou de Pynchon. Carla Maia de Almeida também não

«[confesso ] ...que quando tinha 19 ou 20 anos e andava na faculdade li (ou tentei ler) O Leilão do Lote 49, do Thomas Pynchon. Li mesmo? Não ficou nada. A verdade é que nem me lembro se cheguei ou não ao fim. Também não vou no hypeAqui.

2666 e a leitura de livros-calhamaço, por Eduardo Pitta (no seu melhor)

«Devo ser o único português que ainda não leu 2666 de Roberto Bolaño [...] A quantidade de gente, dos blogues, que lê, por semana, vários livros de mil e tal páginas, deixa-me sempre impressionado. Eu levei para férias (é como quem diz) a Servidão Humana (1915) do W. Somerset Maugham, porque o tinha lido aos 20 anos, e há obras que devemos reler na maturidade. Entre almoços à beira da piscina, sestas, drinks e jantares em Moledo, o livro voltou para Lisboa na p. 419, ou seja, a mais de duzentas do final, num paperback de letra miudinha. Das duas uma: ou ninguém trabalha, ou sou eu que sou lento.»

Um belíssimo texto de Eduardo Pitta, que merece ser reproduzido pela mesma blogosfera fora que está a fazer alarido do livro (e onde o Senhor Palomar se encontra). O entusiasmo, diga-se, está mais relacionado com a boa experiência por outros livros do autor, do que pela leitura deste monumental / magistral / inigualável 2666 (é escolher o melhor atributo, se faz favor). Mas o comentário é muito justo e deve ser assinalado. Mais, o Senhor Palomar esclarece que ainda não leu 2666.

Thomas Pynchon, por Pedro Vieira, ou a coragem de se dizer o que se pensa, sem nos importarmos se é socialmente correcto e aceite

«admito, eu também andava a salivar com a perspectiva de ler um livro do Pynchon, e não é por achá-lo encantadoramente idiossincrático, aquilo de não aparecer, de não dar a cara, isso também o fazem as senhoras que se prostituem e que vão falar do assunto à júlia pinheiro, passe a redundância, na verdade convenci-me de que seria mais um americano que valeria a pena conhecer, já que ainda os desbastei pouco, aos americanos, o que é uma vergonha, na verdade já apareci uma vez na capa do Avante e portanto há que gostar dos ianques com parcimónia, imperialistas e o raio, bons são os chineses, comezinhos e progressistas, mas adiante, queria só dizer que não gostei d'O Leilão do Lote 49, talvez porque não é para o meu arcaboiço intelectual que tem a espessura de uma cintura do darfur, talvez porque a saraivada de personagens que vêm à liça fazer pilhéria da protagonista me tenha feito suspirar pelos mestres russos, talvez porque os poucos momentos de irrisão me façam ter saudades do anarco-tom sharpismo, mais escorreito, menos hermético, mais à minha moda, talvez porque nunca ando com analgésicos na mochila que ajudem a dissipar o nó nos miolos, e pior, ontem debulhava as últimas páginas do canhenho enquanto no metro, à minha volta, deambulavam um aleijado com o braço ao peito e olhos rancorosos, uma preta sem uma perna apoiada numa muleta de pau, umas dúzias de zombies de agosto muito mal-encarados, e eu a julgar-me também entalado na asfixiante conspiração Trystero ou lá do que é que o romance fala, e não me venham com semióticas e alegorias e o caralho, eu já só suava e acabei por ver a luz no topo das escadas rolantes do Rato, local onde encontrei um indivíduo que considero intelectualmente, sendo que o mesmo me confidenciou nunca ter acabado um Pynchon, ah leão, que alívio, aqui temos o nosso pequeno segredo de polichinelo.

e encerro com uma apreciação à monumental razia feita pela relógio d'água aos acentos do livro, graves ou agudos, sem esquecer o massacre de cedilhas, aliás, só não falo de genocídio ortográfico porque tenho medo que algum turco agressivo me ande a ler e que julgue estar-se aqui a tratar daquela merda dos arménios, quando a questão é muito, mas muito mais simples, chama-se revisão e assim. vejam lá isso, pá. os autores de culto e seus leitores agradecem. os outros, ligeiramente menos masturbatórios, também
»


O Senhor Palomar pede desculpa a Pedro Vieira por ter colocado o post na íntegra ("um grunho vai atrás do hype e depois fode-se"), mas não resistiu.

«do que eu tenho medo é que os arreigados defensores do ponto de exclamação consigam pôr o luis represas a cantar pela sua causa. deles.»

Pedro Vieira, quem mais?

Isto não é muito diferente de apreender livros com Courbets na capa

«Segurança, religião e publicidade impedem jogadores de festejar golos sem camisola»

Quando os livros se transformam em jogos de computador

Salinger, Steinbeck, Melville, entre outros. Aqui.

Conversas de Escritores, de José Rodrigues dos Santos, por Lourenço Cordeiro

Tal como Possidónio Cachapa, Lourenço Cordeiro também manifestou o seu desagrado pelo programa "Conversa de Escritores", dirigido por José Rodrigues dos Santos. O texto, intitulado "Um pedido de desculpas a Ian McEwan", reza assim: «A RTPN transmitiu ontem às 23.30 um programa intitulado Conversas de Escritores, mas infelizmente o plural do título revelou-se publicidade enganosa: em estúdio esteve apenas um escritor - Ian McEwan - e José Rodrigues dos Santos. E aquilo que aconteceu naquela sala do CCB com vista para o Planetário e o Mosteiro dos Jerónimos não foi tecnicamente uma conversa - foi uma entrevista. Durante 30 minutos, Rodrigues dos Santos tentou passar em revista toda a carreira de McEwan, num inglês assinalável, reconheça-se, e desde cedo McEwan percebeu que teria de recorrer ao monólogo para salvar a emissão. A performance foi a todos os títulos espectacular.» Continuar a ler aqui.

SPA atribui medalha de honra póstuma a Jorge de Sena

Ler no Público. Recorde-se que a Guimarães irá publicar a obra completa do autor de Sinais de Fogo.

Tintin: um personagem que ofende, ou quando o falso puritanismo, a.k.a. politicamente correcto, atingem níveis muito estúpidos

Para ler no NYTimes a história da biblioteca que censura as aventuras de Tintin.

Allain de Botton. O homem que escreveu um livro, durante uma semana, num aeroporto

Ler no ABC.

1984. A adaptação a teatro, por Tim Robbins

Ler no El País.

Um livro por dia nem sabe o bem que lhe fazia

Clara, aos 105 anos, continua a ler 6 livros por semana. Aqui. [Via Bibliofilmes]

Be loved, de Toni Morrison (Publicações Dom Quixote), por Eduardo Pitta

«Há três anos, um inquérito a escritores, críticos e editores, patrocinado pelo New York Times, com enfoque em obras de Philip Roth, Cormac McCarthy, John Updike, Don DeLillo, Thomas Pynchon, etc., deu o primeiro lugar a Beloved (1987), de Toni Morrison, considerando-o o melhor romance dos últimos 25 anos. A decisão, muito controversa, não impediu Beloved de continuar a ser citado nos primeiros lugares de todas as listas que se fizeram dos dois lados do Atlântico. Morrison, nascida em 1931, professora na Universidade de Princeton, recebeu todos os prémios que há para receber, incluindo (em 1993) o Nobel da Literatura. Foi a primeira escritora negra a conseguir a proeza. Quando comparada com Virginia Woolf, ficou famosa a resposta que deu: «Prefiro identificar-me como uma escritora mulher e negra mesmo.» Na ocasião aproveitou para lembrar que à outra (a Virginia) ninguém suscitaria questões de género.» Ler na íntegra aqui.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Diálogo improvável com a Senhora Palomar em jeito de resposta a José Mário Silva que, com um Sony Reader no bolso, leva 18 livros em papel para férias

- Palomar, parece que toda a gente goza contigo.
- Querida, não é toda a gente. Foi só o Maradona.
- E o Ferreira Fernandes.
- E o Manuel António Pina.
- E o Rui Tavares.
- E o Bruno Vieira Amaral.
- E…
- Chega, chega, está bem?
- O último foi o Zé Mário Silva.
- Sim. Mas esse vai de férias. Vai dar-me descanso agora.
- Levou 18 livros.
- Será que também levou os 7 volumes da Recherche? A Sara Figueiredo Costa diz que é obrigatório levar sempre os 7 volumes na mochila quando se vai de férias.
- Ele agora tem um Sony Reader. Também devias comprar um gadget daqueles. Livravas-te desta livralhada…
- Sim, sim, e a seguir livro-me de ti e…
- Pensei que eras um cavalheiro.
- …
- Sim?
- E sou. E sou. Sou um cavalheiro que gosta de livros.
- Quase tanto quanto gostas de mim.
- …
- Era nesta altura que dizias que valho mais do que livros.
- E vales querida, e vales. O problema é que tu não tens preço. Logo, não há comparação possível.
- Quase que acredito nisso. Quase.
- Quase.

Isto entra na categoria de livro de reclamações ou de literatura light?

Presidência suspeita estar a ser vigiada por parte do Executivo.

Quem era Engels?

Para descobrir no N.Y.Times, a partir da obra "Marx’s General: The Revolutionary Life of Friedrich Engels”, de Tristram Hunt (Metropolitan Books). A propósito de esqueletos no armário, o Senhor Palomar sugere a leitura de "Os Intelectuais", de Paul Johnson (Guerra e Paz).

Óbito: Thierry Jonquet. Uma nota biográfica (1954-2009)

Ler no Magazine Littéraire uma pequena nota sobre o escritor desaparecido no dia 9 de Agosto.

A escravidão e a liberdade, por Isabel Allende

No seu mais recente livro.

Será este o verão dos livros volumosos

Nicholas Lezard, do The Guardian, responde.

É agora que vamos ter (ainda mais) livros de Miguel Ângelo

«Delfins anunciam o adeus em Outubro»

Pilar Adón: 'Estoy segura de que el miedo mueve al mundo'

Autora para conhecer no El Mundo.

Ana Cristina Leonardo responde (e bem) à campanha contra os pontos de exclamação

Ler aqui.

Esta história é digna de pertencer a uma das cidades invisíveis de Calvino

Ler no El País.

Inherent Vice, de Thomas Pynchon (Jonathan Cape), por Dwight Garner (Paper cuts)

Ler aqui.

Jesusalém, de Mia Couto (Caminho), por Hélder Beja e Isabel Coutinho


«Ficamos perplexos com o título. “Jesusalém”, à primeira vista, parece ser “Jerusalém” [título de um romance de Gonçalo M. Tavares também publicado na Caminho]. Não é. Mia Couto sabia que o título podia ser complicado e hesitou - por alguma razão no Brasil a Companhia das Letras mudou o título para “Antes de Nascer o Mundo”. E o livro, que numa primeira versão terminava com a frase “Aqui está Jesusalém” (pág. 293), acabou por crescer. Mia Couto acrescentou parágrafos a partir dessa frase e deu ao romance um final mais optimista.» Isabel Coutinho.

«E esse é talvez o mérito maior de “Jesusalém”: ser um texto pouco óbvio, que bate territórios como a infância, o poder e o sagrado com a leveza mentida de um menino que joga bola descalço. Mais uma prova de que a musicalidade e a poesia das palavras quentes de Mia Couto são o camuflado perfeito para atacar grandes questões.
» Hélder Beja.

Amis é um dos convidados do Hay Festival de Segóvia

O festival Hay de Segóvia decorre de 23 a 27 de Setembro naquela cidade e conta com mais de 90 autores. Ler no ABC.

Adam Thirlwell: um perfil

Ler no The Independent.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Pedro Vieira está a escrever um romance

Pedro Vieira, anuncia o Blogtailors, encontra-se a escrever um romance. Nada que surpreenda o Senhor Palomar, diga-se. Já aqui foi referido os dotes de escrita do Irmão Lúcia, pelo que a escrita de um romance é algo que lhe parece assentar bem.

O Senhor Palomar deseja a Pedro Vieira coragem e força para continuar o (decerto) bom trabalho. No final, cá estará para lê-lo.

Hélder Beja e a identidade deste Senhor Palomar

«...o senhor Palomar é um tipo que vive junto à praia, provavelmente numa bela vivenda com vista mar; e que, tendo a airosa pátria 1230 quilómetros de costa, ficamos na mesma e não lhe podemos fazer uma espera ao entardecer.

Aproveito, senhor Palomar, para deixar um apelo: não faça do seu blogue coisa demasiado séria. Anda tudo muito sério por estes dias, não se deixe levar.
»

Meu caro Hélder Beja,
o Senhor Palomar deixa claro que este nunca será um espaço demasiado sério. Os livros devem ser levados com leveza, mesmo que sejam profundos. Muito a sério, mesmo que sejam de brincar. É essa, e será sempre essa, a postura deste blogue.

Aceite um abraço amigo do
Palomar.

Poesia de andaime

«Tão bom na areia, tão mau na tábua». Comentário de locutor da RTP2, cobrindo (passe-se a expressão) as provas de triplo salto, nos mundiais de atletismo. Alguns segundos depois, o mesmo locutor ainda acrescenta, a propósito de outro salto: «esticou bem». Para continuar a ouvir o sarau de poesia, é favor ligarem-se, agora mesmo, àquele canal.

Este é um daqueles livros que já sabemos que não vamos gostar

«Queixas em livros de reclamações podem ser consultadas online»

Talvez isto seja mais rápido do que ler Stieg Larsson

«Bolt atingiu pico de 44,72 km/h na final de Berlim»

O “Super-Homem” poderá perder as referências a Krypton. E já agora não voar

Ler no Público.

Da identidade do Senhor Palomar ou como a silly season é uma coisa meio tramada. Sobretudo na era da internet. Por Manuel Anastácio

«Para podermos dedicar-nos a fundo nas leituras espessas a de que a superfície dos dias de trabalho nos afasta, é preciso que nada de importante se passe. Por isso, discute-se a identidade do Senhor Palomar e a relevância do ponto de exclamação, que me faz lembrar o suposto bilhete de Oscar Wilde ao seu editor a respeito de um manuscrito ("?") e a resposta do editor ("!").» Ler na íntegra no Condição Humana, de Manuel Anastácio.

O Senhor Palomar sugere que, no lugar de se discutir a identidade do Senhor Palomar, se leia, ou releia, o próprio Palomar, de Italo Calvino (Teorema), agora com nova capa. Um livro notável, já se sabe e sobre o óbvio nem vale a pena falar.

PS: Se algum leitor fizer o favor de enviar um jpeg com a nova capa de Palomar, terá a gratidão infinita do Senhor Palomar.

Mafalda com estátua no centro de Buenos Aires

Ler no JN.

Para quando uma iniciativa similar com uma personagem da nossa literatura? E se sim, qual?

Conto de José Saramago, "Embargo", adaptado a cinema

Ler no DN. Realização de António Ferreira.

Olho por olho, dente por dente

José Saramago sobre D. Duarte: «O rei assim é o sr. D. Duarte de Bragança, pessoa medianamente instruída graças aos preceptores que lhe puseram logo à nascença, mas que, não obstante, detesta a literatura em geral e o que escrevo em particular, primeiramente porque considera que no Memorial do Convento lhe insultei a família e em segundo lugar porque a dita obra é, de acordo com o seu requintado linguajar de pretendente ao trono, uma “grande merda”. Não leu o livro, mas é evidente que o cheirou. Compreende-se, portanto, que, durante todos estes anos, eu não tenha incluído o sr. D. Duarte, de Bragança, note-se, na escolhida lista dos meus amigos políticos. Não me importo de levar uma bofetada de vez em quando, mas a virtude cristã de oferecer ao agressor a outra face é virtude que não cultivo. Tenho-me desforrado apreciando devidamente as qualidades de humorista involuntário que este neto do senhor D. João V manifesta sempre que tem de abrir a boca. Devo-lhe algumas das mais saborosas gargalhadas da minha vida.» Ler aqui.

De Updike para Updike

Ler aqui o texto que o filho de Updike escreveu acerca do seu pai, John. [Via Bibliotecário de Babel]

"Os Cadernos de Pickwick", de Dickens na colecção de humor coordenada por Ricardo de Araújo Pereira para a Tinta-da-China

A trilogia Millennium é a leitura-sensação em Espanha

Ler no ABC.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A visão do amor, por Doisneau, ou uma forma desesperada de enviar um beijo a quem assim se deseja


Não são muitos os escritores capazes de retratar assim o amor. O nome de Vergílio Ferreira vem de imediato à cabeça do Senhor Palomar, mas depois lembra-se que a ser este um quadro de Vergílio, seria a mulher quem tomaria a iniciativa e não o homem. A menos que o genial Vergílio Ferreira arranjasse maneira de nos enganar, dizendo que fora a mulher quem permitira tal beijo, não o homem quem tomara a iniciativa. A todos aqueles que tenham dúvidas sobre as afirmações acima, leiam o "Em nome da Terra" e depois falamos.


Ver a história da fotografia no Lavorare Stanca.

No dia em que passam 123 anos sobre a sua morte, evocar Cesário é preciso

Por Teresa Sá Couto. No Orgia Literária.

Miguel Sousa Tavares: "No teu deserto" publicado no Brasil, pela Companhia das Letras

Ler aqui.

Anne Frank no cinema

Com alguns dias de atraso, a notícia no Público que dá conta da adaptação do diário de Anne Frank ao cinema.

Bruno Vieira Amaral, do Cachimbo de Magritte, comenta os pontos de exclamação

«Não tenho nada contra o ponto de exclamação. Nem a favor. Se algum passar por mim na rua, cumprimento-o. Se me pedir um cigarro, não dou. Mas sou assim com toda a gente e não abro excepções a sinais de pontuação. O movimento contra o ponto de exclamação, iniciado aqui, confundiu-me. Um movimento que se propõe acabar com alguma coisa parece-me de natureza imperativa. Não se sugere o uso moderado do ponto de exclamação, mas o seu extermínio, porque fere a sensibilidade, porque grita, porque é próprio de pessoas sem maneiras, porque é histérico. Grita-se, baixinho, contra o ponto de exclamação: eis o paradoxo!» Belíssimo texto.

William Golding tentou violar uma jovem de 15 anos

É a notícia que enche as secções culturais internacionais: William Golding, então com 18 anos, terá tentado violar uma jovem de 15. A revelação parte do próprio em «Men, Women & Now» (texto autobiografico inédito). Ler no The Guardian, no Books Blog (The Guardian), no The Independent, no ABC.

Toni Morrison: «O racismo não desapareceu»

Ler entrevista à Nobel na Revista Ñ.

«Bom! Bonito! Barato!» - uma crónica de Rui Tavares dedicada aos pontos de exclamação

O Senhor Palomar, com a devida vénia a Rui Tavares (que autorizou a publicação da crónica), deixa aqui o texto publicado pelo historiador no jornal Público de hoje. O Senhor Palomar agradece a Shyz Nogud as diligências para conseguir esta crónica.

«Há uns anos, a revista The Economist decidiu publicar um texto só com palavras curtas, porque Winston Churchill tinha dito uma vez que as palavras curtas eram as melhores. O autor ou autores, anónimos como sempre naquela revista, pareciam orgulhosos pelo seu feito, e convencidos de que tinham produzido um escrito pragmático, sucinto, preto-no-branco, claro, concreto e totalmente isento de toda a conversa fiada.

Estavam errados. O texto era ilegível, o que até a mim surpreendeu. Aquela sucessão de palavras estreitas, na matraqueação das suas quase sempre duas sílabas, era o equivalente literário do ruído da electricidade estática e fazia da folha impressa uma paisagem de cagadelas de mosca. Sem palavras compridas, difíceis ou rebuscadas, não havia nada a que o cérebro se pudesse agarrar, nada que o intrigasse ou o forçasse a perder tempo, nada que segurasse a sua atenção. O texto declaradamente mais objectivo e anti-elitista era na verdade o mais arrogante e pseudo-intelectual dos manifestos. Assim é; e assim é também com a ideia equivocada, dominante no jornalismo literário, de que um bom texto deve ser feito de frases curtas.

O texto escrito precisa de palavras curtas e palavras compridas, precisa de frases breves e de frases longas, precisa de linguagem concreta e de linguagem metafórica. O texto precisa de ritmo e esse ritmo só se consegue pela utilização de elementos diferenciados; mas o ritmo de um texto literário não é como um ritmo musical — ele não obedece sempre ao mesmo tempo, não cai em compassos, não é metronímico — e tem de ir sendo calibrado à mão em cada parágrafo, uns mais lentos, outros mais rápidos, outros que se desdobram em subordinadas. E também: frases sem verbos. O ritmo do texto não é tão regular nem sincopado como o da peça musical porque a sua busca é a da fluência. Fluência como a das melodias não musicais nas suas modulações sucessivas — como nos cursos de água, na brisa e no vento, nas chuvadas.

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A doutrina que defende as palavras e as frases curtas é a mesma que nos diz tantas vezes: não uses adjectivos. E acrescenta: não há nada que tenhas para dizer que não possa ser dito com verbos e substantivos. Vamos supor que fosse verdade (não é). Por que raio serem supérfluos os adjectivos nos deveria privar do uso deles? Por franciscanismo literário? Não pode ser. São Francisco de Assis era um exímio utilizador de adjectivos; as mais contemplativas das palavras, nascidas de uma espécie humana amadurecida que se libertou da pura acção e aprendeu a observar as qualidades das coisas. Será então por calvinismo literário.

O último objectivo do calvinismo literário é acabar com os pontos de exclamação. Que são desnecessários (mais uma vez) e ferem a vista e são apanágio de maus escritores. Mesmo que tudo fosse verdade seria errado. Sim, os maus escritores abusam dos pontos de exclamação; mas querer proibi-los pode fazer de nós escritores medíocres.

Eu também sonho às vezes com uma escrita que fosse só palavras, sem convenções gráficas. Mas a escrita é toda ela convenção; e logo vejo que há sinais gráficos a menos e não a mais. Eu por mim inventaria mais quatro ou cinco: para a falsa exclamação, para a pergunta interrompida, para a dúvida afirmativa, para a frase incompleta.
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