AVISO

Dia 1 de Setembro, o Senhor Palomar muda-se de livros e bagagens para http://senhorpalomar.com/
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Uma lua de papel sem segredos, mas com livros bem feitos


O Senhor Palomar não tem segredos, embora aparentemente os tenha. Os segredos do Senhor Palomar, se os tivesse, seriam desinteressantes e dificilmente fariam vender o que Rhonda Byrne faz vender por esse mundo fora. Para perceber o que aqui se diz, bastará pensarmos que a senhora autora, e seus sucedâneos, já venderam mais livros do que caracteres que este blogue alguma vez terá.

Quem tem segredos, nesta coisa dos livros, já se sabe, é José Prata. Ex-jornalista, ex-autor (pelo menos enquanto não amadurecer mais, palavras do próprio), tem um faro pouco comum para a edição de livros e faz de cada uma das suas obras um exemplo de bem publicar. Podemos até nem gostar dos autores, dos livros, dos temas abordados (o Senhor Palomar não gosta da esmagadora maioria), mas numa coisa somos obrigados a ceder: os livros são bem feitos, são bem trabalhados, estudados ao mílimetro para facilitar a leitura. Do leitor, pois claro.

O Editor que curte o sanguinho (há que ler Os coxos dançam sozinhos, da sua autoria, para perceber a private joke) gosta também de livros e sabe como fazer para que os leitores gostem deles. E isso é tudo o que o Senhor Palomar pede a um editor: que o faça gostar, ainda mais, de livros.

Na foto vemos José Prata a ser beijado pelo Dr. Oz, autor da série You (extraído do seu facebook).

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O Senhor Palomar recebeu uma coroa de glória

Só porque o Miguel Marujo, criador de um dos três melhores blogues portugueses, o lê.

Aviso: caso cliquem no primeiro link, há uma forte probabilidade de não fazerem mais nada o resto do dia. Considerem-se avisados.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

2666 e a leitura de livros-calhamaço, por Eduardo Pitta (no seu melhor)

«Devo ser o único português que ainda não leu 2666 de Roberto Bolaño [...] A quantidade de gente, dos blogues, que lê, por semana, vários livros de mil e tal páginas, deixa-me sempre impressionado. Eu levei para férias (é como quem diz) a Servidão Humana (1915) do W. Somerset Maugham, porque o tinha lido aos 20 anos, e há obras que devemos reler na maturidade. Entre almoços à beira da piscina, sestas, drinks e jantares em Moledo, o livro voltou para Lisboa na p. 419, ou seja, a mais de duzentas do final, num paperback de letra miudinha. Das duas uma: ou ninguém trabalha, ou sou eu que sou lento.»

Um belíssimo texto de Eduardo Pitta, que merece ser reproduzido pela mesma blogosfera fora que está a fazer alarido do livro (e onde o Senhor Palomar se encontra). O entusiasmo, diga-se, está mais relacionado com a boa experiência por outros livros do autor, do que pela leitura deste monumental / magistral / inigualável 2666 (é escolher o melhor atributo, se faz favor). Mas o comentário é muito justo e deve ser assinalado. Mais, o Senhor Palomar esclarece que ainda não leu 2666.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Diálogo improvável com a Senhora Palomar em jeito de resposta a José Mário Silva que, com um Sony Reader no bolso, leva 18 livros em papel para férias

- Palomar, parece que toda a gente goza contigo.
- Querida, não é toda a gente. Foi só o Maradona.
- E o Ferreira Fernandes.
- E o Manuel António Pina.
- E o Rui Tavares.
- E o Bruno Vieira Amaral.
- E…
- Chega, chega, está bem?
- O último foi o Zé Mário Silva.
- Sim. Mas esse vai de férias. Vai dar-me descanso agora.
- Levou 18 livros.
- Será que também levou os 7 volumes da Recherche? A Sara Figueiredo Costa diz que é obrigatório levar sempre os 7 volumes na mochila quando se vai de férias.
- Ele agora tem um Sony Reader. Também devias comprar um gadget daqueles. Livravas-te desta livralhada…
- Sim, sim, e a seguir livro-me de ti e…
- Pensei que eras um cavalheiro.
- …
- Sim?
- E sou. E sou. Sou um cavalheiro que gosta de livros.
- Quase tanto quanto gostas de mim.
- …
- Era nesta altura que dizias que valho mais do que livros.
- E vales querida, e vales. O problema é que tu não tens preço. Logo, não há comparação possível.
- Quase que acredito nisso. Quase.
- Quase.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Hélder Beja e a identidade deste Senhor Palomar

«...o senhor Palomar é um tipo que vive junto à praia, provavelmente numa bela vivenda com vista mar; e que, tendo a airosa pátria 1230 quilómetros de costa, ficamos na mesma e não lhe podemos fazer uma espera ao entardecer.

Aproveito, senhor Palomar, para deixar um apelo: não faça do seu blogue coisa demasiado séria. Anda tudo muito sério por estes dias, não se deixe levar.
»

Meu caro Hélder Beja,
o Senhor Palomar deixa claro que este nunca será um espaço demasiado sério. Os livros devem ser levados com leveza, mesmo que sejam profundos. Muito a sério, mesmo que sejam de brincar. É essa, e será sempre essa, a postura deste blogue.

Aceite um abraço amigo do
Palomar.

domingo, 16 de agosto de 2009

Agradecimento a Rui Passos Rocha, com justificação de comportamento do Senhor Palomar, no final

«O Maradona chama «chato como a potassa» ao Senhor Palomar e este, como sempre faz, cita-o no seu blogue. Há aqui hombridade e largura de vistas, diga-se: é raro aquele que é mandado à merda e pega no megafone para reverberar o dito. Sigo o blogue do Senhor Palomar, aprecio-o moderadamente (como a vários outros blogues nacionais) e por isso não estaria num clube de fãs (já se esteve mais longe). Mas uma reacção daquelas merece nota; a menos que tenha sido defensiva, para que não se dissesse que não cita críticos.» Um abraço.

O Senhor Palomar deixa claro que apenas não cita quem faz da pedra da calçada, palavra.

sábado, 15 de agosto de 2009

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

«Gosto tanto do Sr. Palomar que juro que não quero saber quem é [...]. E se [ele] for feio e daquelas pessoas que tem um problema com os cabelos?»

Cara Mónica Marques,

Uma coisa o Senhor Palomar pode garantir-lhe (tudo o resto não): o Senhor Palomar não é indivíduo para coçar a genitália na rua nem para cuspir no chão. Tem cuidado com os mendigos na rua e está sempre disposto a pagar-lhes uma sopa. Só usa gravata em casamentos e funerais e toma banho todos os dias, por vezes duas vezes. Não sai de casa sem colocar perfume, mas é capaz de passar o resto do dia sem se voltar a pentear. A Senhora Palomar obriga-o a passar creme hidratante na cara, mas ele por vezes esquece-se dessa tarefa. Não tem mãos finas, nem macias, nem delicadas. Tem mãos grossas, que só não são ásperas porque escreve muitas vezes em papel sedoso, com boas canetas. Para escrever esta mensagem, o Senhor Palomar usou um vulgar teclado. O que lamenta profundamente.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Um duo improvável: Vasco Pulido Valente entrevistado por Laurinda Alves

O Senhor Palomar deseja deixar claro que acha absolutamente deliciosas as entrevistas conduzidas por Laurinda Alves. E não há ironia aqui. Não é só o tratamento pelo tu, são as temíveis questões que deixam o Senhor Palomar extasiado. Depois de ter entrevistado Mia Couto, a cujo trabalho deu o sugestivo título de «Nunca agredi ninguém, mas já tive vontade. Não sei fazê-lo» e no qual fez a terrível questão «Quando observas os animais fazes comparações com os humanos? Ou cartografas apenas a alma dos animais?», chegou a vez de Vasco Pulido Valente:
- «Deitas-te tarde e acordas cedo ou vice-versa?»
- «És um homem experiente, sabes sempre quando estão ou não a ser verdadeiros contigo.»
- «Para além do que lês nos livros, procuras alguma coisa que te transcenda?»
- «A arte dá-te essa noção da tua dimensão?»
- «Tu não estás convencido de que és uma grande pessoa?»
- «Gostas do teu nome?»
- «De que nomes gostas?»
- «És muito crítico e muito duro com os outros. Porque é que estás sempre maldisposto?»

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

É mais ou menos o mesmo que confundir o Manuel Germano com o Genoma Humano

Mas estas coisas podem acontecer, meu caro Eduardo. Não deviam, mas podem.

Um dia o Senhor Palomar conta aqui a história de uma gralha que o persegue desde há muitos anos a esta parte. Desde esse dia, diga-se, ficou muito mais solidário com o erro humano.

O Senhor Palomar subscreve a posição de Pedro Vieira: no dia que o Senhor Palomar conseguir superar esta capa, este blogue acaba

Pedro Vieira.

35 anos é muito pouco tempo

Parece que o insulto e o ataque gratuito é o preço que se paga por se zelar pelas liberdades dos outros. Isto indigna, e muito, o Senhor Palomar.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Do contador de visitas e visitantes, o Sr. Palomar agradece toda a atenção e anuncia que nunca apresentará nenhum familiar para ganhar mais visitas

O Senhor Palomar tem recebido muita simpatia e tem gozado de alguma visibilidade, facto que desde já agradece. E como não faz como alguns elementos da classe política que apenas se queixam dos holofotes quando estes não lhes são favoráveis, aceita de bom grado e com fair play as regras do jogo.

Vem o intróito a propósito do contador de visitas e das dúvidas que tem suscitado a divulgação de alguns resultados, em especial este. Assim, o Senhor Palomar, depois de muito pesquisar no sitemeter (foram cerca de 30 páginas a menos que foram lidas do Álvaro de Campos que repousa ali ao lado), encontrou enfim a funcionalidade que permite que as estatísticas da plataforma estejam vísiveis para todos. É só clicar no símbolo por cima dos anúncios do Google.

Imagem retirada daqui.

De como o leite estragado nos dá dores de barriga e um mau livro apenas nos ensina a ser mais criteriosos. Isso ou uma definição do amor


O Senhor Palomar recorda-se da primeira vez que lhe ofereceram um livro, mas não se recorda do momento em que o começou a ler. Sabe apenas que entre um momento e o outro, houve uma pausa, uma fase intermédia de aprendizagem e preparação, como que o avisando que dali em diante a sua vida seria diferente. Para melhor.

O Senhor Palomar sabe que sempre teve muitos livros em casa, porque era material que se comprava aos pacotes como se fosse massa ou arroz, mas não se recorda se alguma vez algum deles se estragou por falta de uso. Ainda que muitos dos livros fossem comprados com (bem) menos critério que os ditos bens essenciais. Os pais do Senhor Palomar já sabiam que este preferia um mau livro a um bom passeio. Um bom dia na praia. Um bom filme nos velhos VHS que se alugavam por 100 escudos. Por isso foram comprando livros. Um atrás do outro, formando estantes e pilhas no chão. Talvez por isso, por essa compra desenfreada para evitar comprar brinquedos (mais caros), nunca se deram ao trabalho de reflectir se dar a ler Ramalho Ortigão aos 12 e Eça aos 13 era adequado.

E ainda bem que não o fizeram, pois apesar de nessa altura o Senhor Palomar não ter conseguido ler os livros em questão, estes viriam a ser uma boa companhia anos mais tarde. Ainda bem que na altura não existia ainda Plano Nacional de Leitura, pois de outra forma seria muito popular (mas pouco maturado) dizer que o que importa é que se leia, sem olhar a quê. O que até poderá ter a sua ponta de verdade. Mas isto, apenas e só no cenário de se deixar bem claro que, por vezes, é muito bom vermos uma comédia romântica com o Tom Hanks e com a Meg Ryan. Que é confortável pensarmos que o amor é daquela forma e que no final viveremos todos juntos para sempre. No entanto, se queremos uma história de amor a sério, se nos queremos emocionar e ter a certeza que a vida é cruel e nem sempre acaba com um happy ending, então temos de ver o Casablanca. Para que nunca mais nos esqueçamos que nem Paris (ou qualquer outra cidade) nos salvará. Com um pouco de sorte, talvez um livro o faça.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Dúvida de Tomás Vasques

Estimado Tomás Vasques, existem muitas teorias para a sua questão. Uma delas estará certa. Para já, receba um abraço amigo do seu leitor Palomar.

terça-feira, 28 de julho de 2009

É por estas e por outras que o jornal Público já não é o que era

Se o Público tinha estado bem ao publicar a crónica de Alexandra Lucas Coelho de há umas semanas, na qual, esta, no seu espaço de opinião, tecia considerações sobre outra colaboradora do jornal, bem como da possibilidade de não se saber se o Público saíria no dia seguinte, agora, infelizmente, a mesma redacção (entenda-se direcção editorial) veio desautorizar aquilo que é a visão do crítico e que só a ele deveria vincular. Como o crítico não incita à violência, nem induz a comportamentos que poderíamos classificar de negativos, não se entende. Simplesmente não se entende.

Façam o favor de seguir o texto de Pedro Mexia no Bibliotecário de Babel, a propósito de uma crítica de João Bonifácio a um concerto dos The Killers. Aparentemente, a direcção do clube onde decorreu o concerto não gostou de um comentário final do crítico e protestou. O Público, no lugar de defender o direito à opinião de João Bonifácio (ligado a este jornal há muitos anos), bem como da sua própria independência editorial, pediu desculpa pela crítica.

É nesta fase que o Senhor Palomar também pede desculpa por ter comprado tantas vezes o jornal Público e com isso pagar salários às mesmas pessoas que não percebem a diferença entre um texto que classificamos como crítica e uma notícia.

Este é um blogue livre de pontos de exclamação


Pedro Vieira respondeu ao desafio e criou a imagem que faltava para dar corpo a esta ideia já amplamente debatida na blogosfera. Inspirado pela trilogia de Larsson, criou aquilo a que chamou de "the girl with the forbidding tattoo". O Senhor Palomar gosta, muito, e como tal, passará a ostentar este mesmo símbolo na barra lateral do blogue. O Senhor Palomar espera que outros blogues sigam o exemplo.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Do problema dos pontos de exclamação

Em pouco mais de 10 horas, o Senhor Palomar recebeu diversos e-mails e comentários de apoio ao apelo para que se elimine definitivamente essa praga nefasta chamada ponto de exclamação.

Francisco José Viegas propôs a criação de um «banner» para «Blogs livres de pontos de exclamação na caixa de comentários e já dissertou sobre o assunto no seu blogue: «Quanto ao ponto de exclamação, o abuso na sua utilização apenas prolonga a histeria do autor, a gritaria, e muitas vezes a sem-razão de um texto, para não mencionar a agressividade ou o gosto português pela indignaçãozinha [...] O ponto de exclamação é um excesso de ruído que não acorda ninguém, uma espécie de martelo pneumático colocado no final de uma frase.»

Diga-se que FJV, além da erradicação do ponto de exclamação, propõe o mesmo tratamento para as reticências. O Senhor Palomar subscreve também esta posição, apesar de admitir que, em situações de maior cansaço, também as utiliza.

Cprince e AnaMar, pelo que dão a entender, subscreverão a petição, caso esta venha a existir.

A sugestão do Senhor Palomar é que se comece por esse banner. Bom era que o Pedro Vieira aceitasse o desafio.

Lamento sincero por não deixarem a simpática Maria João Nogueira em paz

Minha cara Maria João Nogueira,

leio o seu post e não posso deixar de lamentar que, nem em eventos sociais (quando deveria estar mais preocupada em perceber se a barba perfeitinha de Mia Couto é mesmo dele), a discussão «quem é o idiota do Palomar?» a largue. Isso sim, deve ser um stress.

O Senhor Palomar, já aqui o disse – pelo que não se irá repetir, não está habituado a tanto protagonismo. Contudo, não pode deixar de assinalar, e lamentar mais uma vez no mesmo post, que na mesma casa onde coabitam tantos gigantes da literatura, se esteja a discutir um Palomar que não seja o de Italo Calvino.

Grato pela sua solidariedade, ajoelho-me.

Palomar.

PS: O Senhor Palomar gostaria de deixar claro, em resposta ao segundo comentário do seu post, que não é «o filho do dono do quiosque que fica à saída do metro das Picoas.»

O ponto de exclamação ou o início de uma petição para excluir a pontuação que nos faz passar por histéricos

Só por uma questão de dúvida é que o Senhor Palomar se permite usar um ponto de exclamação.

Porque não é de bom tom escrever a vermelho (há coisas que ficam da escola primária), falar alto (outras de boa educação), ou usar maiúsculas numa conversa de chat (neste caso, porque simplesmente alguém disse assim, já que a linguagem cibernética ainda não tem idade para ter maneiras), o Senhor Palomar gostaria de decretar o fim dos pontos de exclamação. Se vamos a tempo de mudar a ortografia, porque não erradicar um sinal que só nos faz lembrar que temos cordas vocais, pulmões, e que somos livres de os usar?

Toda a gente sabe que a primeira coisa a fazer para alguém nos ouvir é falar num tom baixo, quase sussurrante. Imediatamente, a outra pessoa chega-se mais, aproxima o ouvido do nosso discurso e dispõe-se a escutar com mais atenção. O ponto de exclamação tem a sua graça nos românticos e nos realistas do século XIX (Ainda o apanhamos!), mas numa altura em que o ruído tomou conta dos nossos dias (os carros fazem demasiado barulho, os comboios também, os computadores não param de murmurar, a impressora passa o tempo a cuspir papel e a televisão não se desliga nem à lei da bala) um pouco de silêncio na literatura é necessário e deve ser valorizado.

O Senhor Palomar não gosta de autores que abusam do ponto de exclamação para mostrar uma tirada inflamada. Não só porque aprecia o discurso em tom sereno, como porque considera que não raramente esse tipo de caminho estilístico esconde uma profunda incapacidade de alguém se fazer explicar. Mas pior que tudo isso é a interpretação que se rouba ao leitor: após um grito nos nossos ouvidos, ninguém mais consegue raciocinar, isso é um dado adquirido.

Se não lhe faltasse o jeito e a disponibilidade, o Senhor Palomar escreveria o manifesto e posteriormente pediria assinaturas em frente ao Metro. Erradicar o ponto de exclamação será um sinal de evolução civilizacional tão grande como não cuspir para o chão ou dizer palavrões em voz alta (a menos que se esteja no Porto e aí os palavrões são bem-vindos e devem ser não só respeitados, como estimulados – ver a semiótica da coisa aqui).

O ponto de interrogação, com a sua tendência para nos abrir os olhos com agulhas, tem tanto de delicado como ver o ex-ministro Manuel Pinho fazer corninhos no Parlamento. Lembrem-se disto da próxima vez que a mão vos fuja para a histeria.