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sábado, 15 de agosto de 2009

Maradona e a questão do ponto de exclamação

«Ora portanto: eliminar o ponto de exclamação, olha que caralho de ideia, foda-se. E eliminar os gajos que são chatos como a potassa, como o Senhor Palomar? Não se pode fazer as duas coisas ao mesmo tempo? E os escritores "histéricos" que não utilizam pontos de exclamação, também não podem ser eliminados?[...] A certa altura o Senhor Palomar afirma que "após um grito nos nossos ouvidos, ninguém mais consegue raciocinar, isso é um dado adquirido." Ai é? E se o autor tiver "raciocinado" que o melhor nesta altura da obra era mesmo "gritar aos ouvidos do filho da puta do leitor que não está a perceber nada desta merda", como é que faz, perante o leitor que não quer ser gritado, sem o ponto de exclamação? Esta ideia é mole, aliás, por uma outra razão: quem é que disse que o ponto de exclamação é a única, ou sequer a maneira mais frequente, de um autor nos incomodar com o volume das suas frases? Recebia desde já um bilião de pontos de exclamação de braços abertos se em troca me livrassem da verdadeira e mais incómoda poluição que nos aflige: os chatos.» Grande Maradona. Grande.

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