AVISO

Dia 1 de Setembro, o Senhor Palomar muda-se de livros e bagagens para http://senhorpalomar.com/

sábado, 8 de agosto de 2009

The original of Laura - a obra póstuma de Nabokov analisada pelo The Guardian.

Ler aqui. Ler aqui a crítica da PW que está na origem deste artigo do The Guardian.

O Malcolm Lowry para além do vulcão

No El Cultural, uma peça que aborda a faceta de poeta de Malcolm Lowry. A ler aqui.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O caso Bonifácio, por Ana Margarida Craveiro

«...um dos directores da publicação em que escrevo faz um editorial a pedir desculpa aos fãs do autor por mim, num tom subserviente e que insulta o meu trabalho. Pior: depois vem o provedor da mesma publicação dizer em tom autoritário que, se não gosto daquele autor, nunca deveria ter escrito sobre ele. Diz ele que não é curial. Assim, categoricamente.

Pode isto acontecer em Portugal? Pode


Ler na íntegra aqui.

Aldoux Huxley, por Ridley Scott

Ridley Scott, realizador de "Aliens - o 8.º passageiro" e "Blade Runner", prepara-se para levar ao cinema uma adaptação de "O Admirável Mundo Novo" , de Aldoux Huxley. Ler aqui.

Novo romance de Possidónio Cachapa em Outubro. Um excerto

Possidónio Cachapa tem estado a disponibilizar pequenos excertos do seu novo romance no Prazer Inculto. O Senhor Palomar publica aqui o excerto que estava disponível às 22h04 de hoje: «Voamos todos. As asas abrem-se como uma erecção súbita. As de todos ao mesmo tempo. Os corpos ficam rígidos e não tiramos os olhos de quem está na nossa frente. Das suas roupas de cor indistinta, dos tendões sob a pele esticada. Ficamos hirtos, tensos, apontados às nuvens escuras que estão em cima e nenhuma palavra nos sai da boca. Apenas esta emoção que nos poderia fazer chorar, que nos faz chorar de alguma forma, como um cão que gane baixinho ou um menino, batido por quem mais ama, sem escape, sem lugar para onde ir (...)»

Será que ainda existe espaço para Vergílio Ferreira? (Se alguém disser "não", escusa de voltar)


O Senhor Palomar soube da experiência pelo Blogtailors: «No início do ano, a jornalista Susana Torrão criou a «autora» Isabel Sousa. Deu-lhe identidade e uma primeira obra: o Até ao Fim, de Vergílio Ferreira, mas com o título e os nomes dos personagens principais alterados. A primeira obra de Isabel Sousa, Vigília, foi enviado para as editoras nacionais, em conjunto com uma pequena descrição de si mesma. Nos seis meses seguintes, Susana Torrão foi contactando as várias editoras, fazendo-se passar pela autora, por forma a tentar que o seu livro fosse publicado, esperando que a obra fosse identificada como sendo de Vergílio Ferreira.»

O Senhor Palomar foi ler a reportagem das páginas 102 a 105 da revista SÁBADO. Algumas notas:

1. A jornalista contactou o Direct Group. A telefonista indicou que novos autores portugueses era com a Pergaminho. Aqui, o Senhor Palomar não sabe o que dizer do Direct Group que não dá as indicações devidas ao pessoal que atende o telefone, mas inclina-se para subscrever a tese que um jornalista que se propõe fazer uma experiência deste tipo, deveria conhecer melhor os catálogos daquela estrutura. Sobretudo quando a obra completa de Vergílio Ferreira foi publicada pela Bertrand e está actualmente a ser reeditada pela Quetzal (ambas do grupo). Por isso, a justificação da jornalista que não contactou as outras editoras do grupo, porque a telefonista lhe disse para contactar a Pergaminho, não serve.

***

2. Passaram-se seis meses e ninguém mostrou interesse em publicar a obra. Motivos invocados: falta de espaço para publicação na área da ficção; que não estão a aceitar novos autores; que não corresponde ao perfil do catálogo; férias do pessoal (Difel): «O colega está de férias mas, e vai-me desculpar por eu lhe estar a dizer isto, se não houve resposta até agora é porque a obra não representa um interesse para a editora». Outras nem justificações apresentaram, mas passaram a enviar uma newsletter com informação relativa à editora.

Ao invés de achar um escândalo que a jornalista não tenha resposta, o Senhor Palomar até consegue compreender que assim seja. No frenesi de se publicar "o que dá", não há tempo para olhar para o que "não dá". O excel é um programa meio obtuso e obriga a que não se olhe para novos autores ou se considere os originais demasiado complexos para uma primeira obra.

***

3. Dicas para criação de um livro susceptível de publicação: se é a tua primeira obra e queres ser autor, começa por algo bem simples. Nada de coisas complicadas com mais de três personagens ou grandes reflexões: A conhece B. C gosta de B. C vai fazer a vida negra a A. No final, C morre. A e B vivem felizes para sempre. Salpiquem tudo com ambientes bem comuns (o Centro Colombo, o Vasco da Gama, a esplanada junto ao rio) e personagens bem complicadas (o administrador de empresa, a senhora que trabalha de sol a sol que não tem dinheiro para educar a filha, orfã claro, que é um anjo; a matriarca da família rica que não dá esmolas; etc). A história deve ser linear, sem analepses ou prolepses, que isso só complica. Tudo cosido, está pronto a ir ao forno.

***

4. A somar ao que já foi dito, e que de alguma forma isenta os editores, há ainda outro ponto: da esmagadora maioria dos originais que chegam às editoras, são muito poucos os que apresentam qualidade de publicação. O que não é, nem pode ser, motivo, para que os editores façam vista grossa a tudo o que lhes aparece e necessitem de um prémio, ou outra muleta, para dar atenção a quem se deu ao trabalho de os considerar para seu editor. A agir assim, nunca se sabe quando é que lhes bate à porta um Vergílio Ferreira e estes apenas lhe indicam a saída. Se a casa ficar num beco, então ainda pior.

Francisco José Viegas já terminou e entregou o novo romance à editora

É o proprio Francisco José Viegas quem anuncia o caso. Chama-se Mar em Casablanca. Edição da Porto Editora.

Vale a pena clicar no link acima e ver o manuscrito, literalmente, do autor.

Afinal, V. Pulido Valente não queria dizer o que disse de Sousa Tavares. Foi obrigado a fazê-lo. E o Sr. Palomar a pensar que VPV não era pressionável

«Tu e o Miguel Sousa Tavares chegaram a fazer as pazes?
Fizemos as pazes, aquilo foi um absurdo. Toda aquela história foi desde o princípio absurda. Foi uma série de mal entendidos, eu não queria escrever nada sobre o romance dele, não me tinha passado pela cabeça, e acabei por ser forçado a fazê-lo. E até gostava de dizer isto: é uma coisa de que não me orgulho e gosto que a coisa fique limpa.
»
Vasco Pulido Valente, hoje, no I, em entrevista a Laurinda Alves.

Um duo improvável: Vasco Pulido Valente entrevistado por Laurinda Alves

O Senhor Palomar deseja deixar claro que acha absolutamente deliciosas as entrevistas conduzidas por Laurinda Alves. E não há ironia aqui. Não é só o tratamento pelo tu, são as temíveis questões que deixam o Senhor Palomar extasiado. Depois de ter entrevistado Mia Couto, a cujo trabalho deu o sugestivo título de «Nunca agredi ninguém, mas já tive vontade. Não sei fazê-lo» e no qual fez a terrível questão «Quando observas os animais fazes comparações com os humanos? Ou cartografas apenas a alma dos animais?», chegou a vez de Vasco Pulido Valente:
- «Deitas-te tarde e acordas cedo ou vice-versa?»
- «És um homem experiente, sabes sempre quando estão ou não a ser verdadeiros contigo.»
- «Para além do que lês nos livros, procuras alguma coisa que te transcenda?»
- «A arte dá-te essa noção da tua dimensão?»
- «Tu não estás convencido de que és uma grande pessoa?»
- «Gostas do teu nome?»
- «De que nomes gostas?»
- «És muito crítico e muito duro com os outros. Porque é que estás sempre maldisposto?»

A narcoliteratura

Um portefólio fotográfico do El País.

Não será difícil de adivinhar que, neste caso, o autor vai mesmo dar o sangue todo na elaboração do livro

«Quentin Tarantino says he wants to write fiction - pulp, or otherwise - when he retires from filmmaking»

Abstinência, de Tom Perrota, por Eduardo Pitta (Contraponto)

«Abstinência trata de um tema que está na ordem do dia: educação sexual no ensino básico. Aqui não há alunas com gravadores escondidos, como na Escola Sá Couto, mas o teinador de futebol Tim Mason, um antigo toxicodependente que trocou as drogas duras pela religião, transformando-se numa espécie de guerreiro de Deus, tem um comportamento simétrico ao das mães que deram origem ao escândalo de Espinho.» Ler na íntegra no Da Literatura.

Quem é Thomas Pynchon? Os Simpsons respondem

Os escritores-enigma

Pynchon, Salinger, Antoni Casas Ros, Carlos Castaneda, Rogério Casanova? «Así que ya saben: para ponerse de moda hay que jugar a las escondidas.» Ler aqui.

Prémio Donoso para Jorge Volpi

Ler na Ñ.

2666, de Roberto Bolaño no Times. Em 2005 e 2009

Ler aqui e aqui. Por cá, resta-nos esperar mais 50 dias pelo lançamento da obra em Portugal, pelas mãos da Quetzal. Dia 26 de Setembro.

Cervantes - gay e catalão

O Senhor Palomar não entende a associação, mas é isso que defende um livro do jornalista Albert Torras lançado por estes dias em Espanha. Ler no La Vanguardia.

Alan Ball

Se Alan Ball não tivesse escrito mais nada, poderia gabar-se de ser autor de uma das melhores séries de televisão de sempre e de um dos grandes filmes de Hollywood dos últimos tempos com um soberbo Kevin Spacey no leading role. Mas fez: escreveu True Blood, cujos capítulos em papel estão a ser publicados em Portugal pela Saída de Emergência (assinados por Charlaine Harris). Look closer.

Imagem retirada daqui.

Como é ser a editora de Stieg Larsson?

A editora espanhola explica-o, no El País. Seria interessante ouvir, por cá, Maria Piedade Ferreira, responsável da LeYa Oceanos.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Conversa de Escritores, analisado por Possidónio Cachapa

«Por pudor e vontade de conservar a sanidade mental, não vou dizer muito sobre a coisa. Apenas que se houvesse dúvidas sobre a qualidade de escritor do apresentador de televisão, elas ficariam esclarecidas. A forma ignara, mas sinceramente interessada como perguntou a Ian McEwan como é que ele fazia para se pôr na cabeça das personagens mulheres, e a sua insistência na questão, e se o outro teria pesquisado o assunto, não poderiam ser mais eloquentes. [...] O apresentador não só não tem um pingo de talento para a escrita, do ponto de vista formal, como não faz ideia da forma como um escritor a sério "pensa".

[...]

José Rodrigues dos Santos não revela um pingo de inteligência ou qualquer conhecimento sobre o acto da escrita. Mas o pior é que nem sabe disso.

E o programa é igual a ele.

Tal tristeza...
»

João Ubaldo Ribeiro entregou novo romance à Nova Fronteira

João Ubaldo Ribeiro entregou um novo livro, um romance intitulado "Albatroz azul", à Nova Fronteira - editora do Prémio Camões no Brasil. Recorde-se que Ubaldo Ribeiro não publicava um romance desde 2002 ("Diário do Farol").

Em Portugal, depois de muitos anos na Dom Quixote, a editora do autor é as Edições Nélson de Matos, editor homónimo que já o acompanhava na outra chancela, agora do Grupo LeYa.

A ilustração, como dá para perceber, é de Pedro Vieira.

Agora já se pode comprar um sony reader por 138 euros

Ler no Público.

Deixem ver se o Senhor Palomar percebeu bem: o homem fez de Salazar e agora vai fazer de pai de Jesus Cristo?

«O actor Diogo Morgado vai interpretar José na longa-metragem “Mary, Mother of Christ”, uma produção independente realizada pelo norte-americano James Foley e que conta a história de José e Maria até ao nascimento de Jesus»

A Carla Maia de Almeida, mesmo quando dá uma nega, continua a ser tão simpática que nos deixa perturbados por estar a incomodar

«...ora, apesar de gostar muito do banner que ele desenhou, até porque tenho uma tatuagem no mesmo sítio, custa-me subscrever a proposta. Acho que o ponto de exclamação faz falta, como tudo o que existe, à excepção do Alberto João Jardim e de mais algumas pessoas. Quando se quer passar da ironia para o sarcasmo, um ponto de exclamação pode ser o remate certo. Percebe-se a intenção. De vez em quando, a indignação, o espanto e o entusiasmo também precisam do seu pontito atrevido. Sem emoções, a vida é uma chatice ainda maiorAqui.

A propósito, o mais recente livro da CMA já chegou às livrarias. Façam o favor de comprar. O Senhor Palomar recorda que a obra passou pelo mais rigoroso dos testes que certificam a sua qualidade. Ler aqui.

Então o Senhor Palomar não vai perguntar

Mas agradece a resposta.

É mais ou menos o mesmo que confundir o Manuel Germano com o Genoma Humano

Mas estas coisas podem acontecer, meu caro Eduardo. Não deviam, mas podem.

Um dia o Senhor Palomar conta aqui a história de uma gralha que o persegue desde há muitos anos a esta parte. Desde esse dia, diga-se, ficou muito mais solidário com o erro humano.

O Senhor Palomar subscreve a posição de Pedro Vieira: no dia que o Senhor Palomar conseguir superar esta capa, este blogue acaba

Pedro Vieira.

José Eduardo Moniz: goste-se ou não do produto final, o homem fez alguma coisa pela produção de ficção nacional

José Eduardo Moniz sai da TVI.

Observer em risco de fechar. Mais uma machadada no impresso

Ler no Público.

Comam antes uma peça de fruta. Ou leiam um livro.

«Dezanove pessoas detidas no Festival do Sudoeste com cerca de 200 gramas de droga»

O Senhor Palomar já está a imaginar procedimentos similares a todos os jornalistas que queiram entrar no Estádio do Restelo

«"Para receber uma acreditação, os jornalistas devem aceitar que os seus dados pessoais sejam verificados exaustivamente", disse a redactora-chefe do diário [Tageszeitung], Ines Pohl, acrescentando: "Nenhum acontecimento é assim tão importante que justifique uma traição aos princípios fundamentais da liberdade de imprensa".» Ler no Público.

Passa-se isto a propósito da atribuição de acreditações para cobertura dos Mundiais de atletismo, de 15 a 23 de Agosto em Berlim.

Pedro Nunes

Ler no Público a notícia que dá conta do falatório (do bom) que se tem gerado à volta da publicação das obras do matemático português.

Uma belíssima foto que pouco ou nada terá que ver com livros, mas que faz bem olhar, mais não seja para desenjoar

Roubada ao excelente Ordinary Finds.

Budd Schulberg, argumentista de “Há Lodo No Cais”, faleceu ontem, aos 95 anos

Desenvolvimentos no New York Times e no Público.

Para quem falava tanto, 340 páginas nem é assim tanto

O Governo Cubano vai publicar um volume com os pensamentos de Fidel Castro - frases dos discursos proferidos entre 1959 e 2006. Ler aqui. [Via LER.]

Nabokov: "The Original of Laura" - o original que o autor pediu para ser destruído vai ser publicado pela Penguin

Ler aqui. Em Portugal, a obra será publicada pela Teorema.

A literatura e a pintura, segundo Daniel Piza

A partir de Proust e Nabokov. [Via Autores e Livros].

A crítica segundo Tiago Sousa Garcia

«Toda a gente está autorizada a discursar sobre a crítica, a crítica é que não pode falar sobre nada (estranho caso, impedi-la da sua função). Ninguém lhe acha importância quando é má, colam-na nas contracapas dos livros quando é laudatória. Na minha curta, curtíssima, carreira (se assim tiverem a bondade de chamar), já tive oportunidade de o comprovar. Um autor, meu conhecido, após ler uma breve nota crítica que dediquei ao seu primeiro livro, declarou que não escrevia para críticos – está bom de ver qual o conteúdo da minha resenha.»

Ler aqui o artigo no Livros [s]em Critério.

A crítica e as estrelas

Hélder Beja, do Rascunho e da revista Os Meus Livros, disserta sobre o assunto: No limite, as estrelas podem até ser uma (falsa?) defesa para o leitor, no sentido em que há textos críticos (de livros, de filmes, de discos) que se não for pela constelação que lhe é dada um gajo nem chega a perceber se o crítico gostou ou não daquilo. Vem isto a propósito das primeiras críticas literárias ‘com estrelas’ que assino, na Os Meus Livros de Agosto. No saudoso Sexta não usávamos estrelas. E no Rascunho, como na Ler, não as usamos. Gostamos de tirar os calções.

“É uma loucura não reconhecer o modo como vivem milhões de pessoas. Bento XVI deve reconhecer também as famílias que são diferentes”

O aviso foi deixado por Almodóvar e tem por destinatário, como se percebe, Bento XVI. Ler no Público. No lugar de andar a fazer perseguições a Dan Brown, a boicotar filmagens, entre outras anedotas, talvez seja um bom conselho.

Orhan Pamuk apresenta em São Petesburgo o seu novo romance

"O Museu da Inocência" de seu nome, e escrita ao longo dos últimos dez anos, a obra será apresentada em São Petesburgo no final do mês. O anúncio foi feito pela sua tradutora para o russo, Apolinaria Avrútina.

Inherent Vice, de Thomas Pynchon (Jonathan Cape), por John Dugdale (TimesOnline)

Ler aqui.

Frank Baum, criador de O feiticeiro de Oz. Um perfil

Para ler no Telegraph.

35 anos é muito pouco tempo

Parece que o insulto e o ataque gratuito é o preço que se paga por se zelar pelas liberdades dos outros. Isto indigna, e muito, o Senhor Palomar.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Esta é a imagem que Tânia Raposo encontrou para ilustrar a união das duas associações (APEL e UEP), dez anos depois

No ar, ficam logo à partida duas questões por resolver, que no fundo são uma só (e que o Senhor Palomar espera que a Tânia Raposo responda):
- qual das duas associações é representada pela bela manequim?
- qual das duas associações está por cima?

Trindade Coelho em exposição

Ler no Público.

O Senhor Palomar fica à espera do sucedâneo "O Segredo d'O segredo do Amor". É que ele gosta das coisas bem explicadinhas

Via página de Facebook da LeYa Lua de Papel.

Que grande livro, de reclamações claro, isto vai gerar

- PSD: divisão até ao fim nas listas de Ferreira Leite
- "Guerra" de listas entre distrital de Lisboa e Ferreira Leite
- José Eduardo Martins e Campos Ferreira são os candidatos do PSD por Viana do Castelo
- Nogueira Pinto candidata em Lisboa, Bacelar Gouveia em Faro
- João de Deus Pinheiro encabeça lista de Braga
- José Eduardo Martins e Campos Ferreira são os candidatos do PSD por Viana do Castelo
- Grupo de conselheiros do PSD vai pedir votação secreta das listas
- Pacheco Pereira lidera lista do PSD em Santarém
- Pedro Passos Coelho fora das listas do PSD para as legislativas
- Cinco distritais do PSD contestam escolhas de Ferreira Leite
- Líder do PSD-Porto discorda de exclusões nas listas mas apela à unidade
- Henrique Freitas saiu da lista do PSD por Lisboa
- Afastamento de Passos Coelho foi decisão "simplesmente política"
- Passos Coelho acusa direcção do PSD de sectarismo na elaboração das listas
- Conselheiros nacionais do PSD relataram reunião fechada através do Twitter
- PSD: divisão até ao fim nas listas de Ferreira Leite
- Escolha de Bacelar Gouveia para Faro é "mau serviço prestado ao Algarve"
-

- Ferreira Leite falou a Portas sobre Maria José Nogueira Pinto
- Confederação dos media contra suspensão de colunistas candidatos às eleições

Polémica João Bonifácio: mas afinal Joaquim Vieira é provedor de quem?

«Como o provedor já considerou noutras ocasiões, o PÚBLICO, que ambiciona claramente ter uma função federadora em relação à população portuguesa, deveria cuidar de não alienar os diversos grupos sociais com considerações gratuitas ou de mau gosto, eventualmente ofensivas. A responsabilidade não é de João Bonifácio, mas de um editor que deveria ter feito a leitura prévia do texto e chamar-lhe a atenção para uma passagem mais desprimorosa para os adeptos de um clube. Na esmagadora maioria dos casos, o redactor cai em si, muda o que tiver de ser mudado e o texto cumpre na mesma a sua função.»

crê o Senhor Palomar que nunca teve o prazer de falar presencialmente mais de dois minutos consigo, na verdade, o Senhor Palomar e o Joaquim Vieira apenas terão estado juntos em eventos comuns, sem que este subscritor tenha tido o gosto de dizer-lhe que é seu leitor. Lamenta por isso o Senhor Palomar que o primeiro contacto directo seja para lhe dizer que discorda em absoluto do que escreve sobre o caso Bonifácio.

O Senhor Palomar não se pretende alongar, pelo que lhe dirá apenas isto: quando o Senhor Palomar quiser ler um jornal alinhado, compra o Avante!. Até lá, este leitor pagante do jornal Público espera que o senhor cumpra aquilo que parece ser a mais elementar das missões para um provedor: que defenda os direitos dos leitores. O que, claramente, não aconteceu.

Polémica João Bonifácio ou o texto-síntese de Francisco José Viegas

Francisco José Viegas diz tudo o que há para dizer sobre a polémica. O texto vale mesmo a pena ser lido, mas basta ler as últimas quatro linhas para perceber por que razão o Público errou e deveria afixá-lo em todas as páginas do jornal:«Há aqui outro problema. Jornalista de uma publicação que eu dirija é meu jornalista. E eu sou solidário com ele. Se lhe chamam boi, acaba-se a discussão. Mesmo que ele seja boi. E insinuações absolutamente sujas como «devia é ser despedido» também terminam a discussão.»

O Público que entenda de uma vez por todas que são estas pequenas subserviências que o fazem perder leitores. Que este episódio conste do próximo relatório de vendas dos responsáveis. Já lá dizia a avó do Senhor Palomar: quanto mais te baixas, mais a saia levanta, mais se te vê o rabo. E olhem que a Dona Augusta era senhora de muito saber.

Teatro: adaptação de 1984 a teatro, por Tim Robbins, estreia em Barcelona

Ler no El Mundo.

Manuel António Pina comentou no JN a polémica dos pontos de exclamação. A Sara Figueiredo Costa, no seu cadeirão, também

«Anda por aí uma excitada campanha (principalmente na blogosfera, mas também já a vi num jornal) contra o ponto de exclamação, do qual se diz o que Mafoma não disse do toucinho. Depois do quase total desaparecimento da prosa por assim dizer jornalística [...]parece que a “smsização” da Língua chegou aos sinais de pontuação, não tarda substituídos todos por animações e “emoticons”. [...] E temamos também por elas, pelas vírgulas, porque, se no caso do pobre ponto de exclamação o motivo é o seu mau uso ou o seu abuso, basta ver os maus tratos que as vírgulas sofrem hoje em jornais e blogues para não lhes augurar luzido futuro.»
Manuel António Pina, no JN.

«Sendo óbvio que as línguas mudam, queiram os conservadores ou não, é também óbvio que um dos desafios da escrita (e também da oralidade, se a pudermos cultivar com esmero) é a utilização dos recursos disponíveis com imaginação, estilo e inovação. Percebo o ódio aos textos polvilhados de pontos de exclamação, claro está, mas daí à sua extinção vai um passo de gigante. Usemo-los, pois, da melhor maneira
Sara Figueiredo Costa, no Cadeirão Voltaire.

São certamente mais do que alguma vez o Senhor Palomar pensou

Obrigado. T..

Inherent Vice, Thomas Pynchon: o booktrailer, video-trailer, video de promoção, ______________ (preencher com o que lhe apetecer)



Via Bibliofilmes.

Pérez-Reverte na Porto Editora


É mais um autor Asa que começa a publicar na Porto Editora. Depois de Sepúlveda, Rosa Montero, Rosa Lobato Faria, Francisco José Viegas (anunciado), é Pérez-Reverte que marca presença no catálogo da Divisão Editorial Literária de Lisboa, chefiada por Manuel Alberto Valente (ex-Asa). Diga-se, contudo, que se trata de uma obra antiga do autor (1993), mas inédita em Portugal e que foi escrita inicialmente como folhetim do El País.

A obra, construída a partir de um acontecimento real, promete: «em 1812, durante a Campanha da Rússia, num combate adverso para as tropas napoleónicas, um batalhão de antigos prisioneiros espanhóis, alistados à força no exército francês, tenta desertar, passando-se para o [lado d]os russos. Interpretando erroneamente o movimento, o Imperador encara-o como um acto de heroísmo e envia em seu auxílio uma carga de cavalaria que terá consequências imprevisíveis» (retirado da nota de imprensa).

Tradução de Helena Pitta.

Próximo romance de Ian McEwan terá influências autobiográficas

Ler no The Guardian. Este autor é publicado em Portugal pela Gradiva, tendo a editora recentemente lançado Por ti.

Será caso para dizer "Terra chama Parlamento, Terra chama Parlamento"

Para ler no DR do dia 3 de Agosto (Resolução da Assembleia da República n.º 60/2009, sob o título Aprofundamento das actividades da Assembleia da República nas áreas da ciência e tecnologia): «4) Promover as diligências que permitam a adesão futura da Assembleia da República à Conferência Interparlamentar do Espaço.»

O grupo de Barranquilla, que tinha em Gabriel Garcia Marquez o seu mais ilustre membro ou apenas uma cambada de bêbedos criativos?

Ler na Revista Ñ.

Aviso por causa da moral, de Álvaro de Campos (Nova Ática) - um excerto para certificar da qualidade do texto no papel descripto



«Os moços da vida das escolas intrometem-se com os escritores que não passam pela mesma razão porque se intrometem com as senhoras que passam. Se não sabem a razão antes de lha dizer, também a não saberiam depois. Se a pudessem saber, não se intrometeriam nem com as senhoras nem com os escritores.

Bolas para a gente ter que aturar isto! Ó meninos: estudem, divirtam-se e calem-se. Estudem ciências, se estudam ciências; estudem artes, se estudam artes; estudem letras, se estudam letras. Divirtam-se com mulheres, se gostam de mulheres; divirtam-se de outra maneira, se preferem outra. Tudo está certo, porque não passa do corpo de quem se diverte.

Mas quanto ao resto, calem-se. Calem-se o mais silenciosamente possível.

Porque há só duas maneiras de se ter razão. Uma é calar-se, que é a que convém aos novos. A outra é contradizer-se, mas só alguém de mais idade a pode cometer.

Tudo mais é uma grande maçada para quem está presente por acaso. E a sociedade em que nascemos é o lugar onde mais por acaso estamos presentes.
»

Diga-se que esta compilação contém ainda outros textos de leitura desenfreada. Ou leitura obrigatória, se preferirem, e como mais comummente se diz.

Retirado de Aviso por causa da moral e outros textos de intervenção, de Álvaro de Campos, Editorial Nova Ática, Fevereiro 2007.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Do contador de visitas e visitantes, o Sr. Palomar agradece toda a atenção e anuncia que nunca apresentará nenhum familiar para ganhar mais visitas

O Senhor Palomar tem recebido muita simpatia e tem gozado de alguma visibilidade, facto que desde já agradece. E como não faz como alguns elementos da classe política que apenas se queixam dos holofotes quando estes não lhes são favoráveis, aceita de bom grado e com fair play as regras do jogo.

Vem o intróito a propósito do contador de visitas e das dúvidas que tem suscitado a divulgação de alguns resultados, em especial este. Assim, o Senhor Palomar, depois de muito pesquisar no sitemeter (foram cerca de 30 páginas a menos que foram lidas do Álvaro de Campos que repousa ali ao lado), encontrou enfim a funcionalidade que permite que as estatísticas da plataforma estejam vísiveis para todos. É só clicar no símbolo por cima dos anúncios do Google.

Imagem retirada daqui.

Fusão

Parece que é desta. APEL e UEP irão fundir-se numa só estrutura.

Silhouette Masterpiece Theatre. Com o agradecimento público do Senhor Palomar ao facebookiano Guilherme Pires

O Senhor Palomar agradece ao Guilherme Pires a partilha na sua página de facebook deste link absolutamente extraordinário. Façam o favor de visitar. Abaixo, alguns argumentos fortes a fazer valer a visita:






Deve ser isto que se chama dar poder ao povo

Enquanto o Senhor Palomar escreve este post, decorre uma curiosa auscultação na página de Facebook da Quetzal Editores. Pergunta-se ali qual das capas do próximo livro de Welsh, Crime, deve ir para as livrarias. O veridicto do Senhor Palomar é claro: nenhuma delas. Mas, de qualquer das formas, o Senhor Palomar nunca foi grande fã do lixo. Já do porno, artístico claro, não dirá o mesmo. Mas isso são outros trezentos.











El Gabo pela lente dos documentários

Ler na Revista Ñ.

Cá, os bloggers entrevistam o primeiro-ministro. Lá fora, os internautas podem privar com escritores. O Senhor Palomar prefere a segunda hipótese

«Los lectores de Clarín podrán entrevistar a Paulo Coelho»

Conversa de escritores. Na RTPN, com José Rodrigues dos Santos

Conversa de escritores estreia amanhã na RTPN e é conduzido pelo pivot José Rodrigues, a quem a RTP disponibilizou o curto orçamento de 3000 euros para cada programa. A sessão inaugural é com Ian McEwan, seguindo-se Miguel Sousa Tavares. Da lista fazem parte vários nóbeis e nobilizáveis, mas também autores ditos light, ou não fosse este um programa de José Rodrigues dos Santos, que sempre defendeu uma definição muito lata do que devem ser os hábitos dos leitores: Günther Grass, José Saramago, Luís Sepúlveda, Paul Theroux, Sveva Casati Modignani, Paulo Coelho, Amin Maalouf ou Philip Roth.

Acerca de Roth, JRS diz que foi o autor que mais o surprendeu. O que não surpreende o Senhor Palomar. Ver no Correio da Manhã.

Sector livreiro a passar pelos intervalos da chuva

A palavra que mais tem tingido os jornais nacionais é, muito provavelmente, crise. No sector dos livros (talvez porque estes sejam um bom antídoto para o problema), contudo, e segundo números da APEL, a crise passou ao lado.

De como o leite estragado nos dá dores de barriga e um mau livro apenas nos ensina a ser mais criteriosos. Isso ou uma definição do amor


O Senhor Palomar recorda-se da primeira vez que lhe ofereceram um livro, mas não se recorda do momento em que o começou a ler. Sabe apenas que entre um momento e o outro, houve uma pausa, uma fase intermédia de aprendizagem e preparação, como que o avisando que dali em diante a sua vida seria diferente. Para melhor.

O Senhor Palomar sabe que sempre teve muitos livros em casa, porque era material que se comprava aos pacotes como se fosse massa ou arroz, mas não se recorda se alguma vez algum deles se estragou por falta de uso. Ainda que muitos dos livros fossem comprados com (bem) menos critério que os ditos bens essenciais. Os pais do Senhor Palomar já sabiam que este preferia um mau livro a um bom passeio. Um bom dia na praia. Um bom filme nos velhos VHS que se alugavam por 100 escudos. Por isso foram comprando livros. Um atrás do outro, formando estantes e pilhas no chão. Talvez por isso, por essa compra desenfreada para evitar comprar brinquedos (mais caros), nunca se deram ao trabalho de reflectir se dar a ler Ramalho Ortigão aos 12 e Eça aos 13 era adequado.

E ainda bem que não o fizeram, pois apesar de nessa altura o Senhor Palomar não ter conseguido ler os livros em questão, estes viriam a ser uma boa companhia anos mais tarde. Ainda bem que na altura não existia ainda Plano Nacional de Leitura, pois de outra forma seria muito popular (mas pouco maturado) dizer que o que importa é que se leia, sem olhar a quê. O que até poderá ter a sua ponta de verdade. Mas isto, apenas e só no cenário de se deixar bem claro que, por vezes, é muito bom vermos uma comédia romântica com o Tom Hanks e com a Meg Ryan. Que é confortável pensarmos que o amor é daquela forma e que no final viveremos todos juntos para sempre. No entanto, se queremos uma história de amor a sério, se nos queremos emocionar e ter a certeza que a vida é cruel e nem sempre acaba com um happy ending, então temos de ver o Casablanca. Para que nunca mais nos esqueçamos que nem Paris (ou qualquer outra cidade) nos salvará. Com um pouco de sorte, talvez um livro o faça.

Inherent Vice, de Thomas Pynchon (Jonathan Cape), por Michiko Kakutani (New York Times)

Ler aqui.

Raymond Carver - um perfil

No TimesOnline.

Autor autor, por Ali G



O que o Senhor Palomar gostava mesmo é que a política portuguesa tivesse um livro de estilo

- «Ilegalidade detectada na lista do PS por Castelo Branco»
- «Adversários não vão usar condenação de Isaltino como argumento na campanha eleitoral»
- «PGR diz que "sentimento de impunidade está a acabar»
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- «Isaltino Morais, magistrado aposentado, foi eleito pela primeira vez para a câmara de Oeiras em 1986»
- «Isaltino Morais diz que está inocente e mantém recandidatura à câmara»
- «Isaltino Morais condenado a sete anos de prisão e a perda de mandato»
- «PCP: Incentivo de 200 euros a crianças "é como o 'Melhoral', não faz bem nem faz mal

Percorrendo os grandes estadistas pela colecção biografias, da Edições 70: Napoleão, uma vida política, de Steven Englund (Edições 70)


Ler mais aqui aqui. Steven Englund é professor da Universidade Americana em Paris. Completou os seus estudos superiores em Cambridge e doutorou-se em Princeton. A obra em questão recebeu o prémio de melhor livro de História Francesa do American Historical Association (2004) e foi considerado o melhor livro em língua estrangeira sobre o I império pela Fundação Napoleão.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

vila do conde - um texto notável de valter hugo mãe


«nem sempre foi assim. por vezes, lá mais antigamente, as pessoas entravam por aqui adentro com outro ar. parecia que vinham ao cuidado, muito contemplativas e felizes. agora não. a felicidade, se existe, esperam vir buscá-la. e por aqui, que cá andamos todo o ano, dessas coisas não se arranjam assim tão facilmente. também nos pomos na areia, também morenamos ao sol, mas isto está muito mudado, já não se fazem aqui férias como se fossem grandes» Aqui.

Ilustração de mr. esgar.

O chamado livro-calhamaço, por Paulo Roberto Pires

«Ok, “As benevolentes” bate quase mil páginas, assim como as obras seminais dos nouveaux génies Roberto Bolaño e David Lencinho Forster Wallace. Tudo caudaloso - ou prolixo, vocês escolhem. Pessoas que respeito me dizem “vale a pena”. Eu acredito. Mas não encaro. Ou melhor, uso minha escala Hermeto Paschoal: ele tem todo o direito de fazer show de cinco horas e meia, amarradão, assim como eu tenho de me retirar quando estiver bom para mim – no livro de Jonathan Littell, por exempo, parei nas 300 e poucas e pedi que o Arthur Dapieve me contasse o final.»

Meu caro Paulo Roberto Pires, o Senhor Palomar entende-o, palavra que o entende. Mas deixar assim de lado o Bolaño vai custar-lhe muito bate-papo entre amigos.

Vasco Szinetar

Não é para todos. Ao longo de 30 anos, Vasco Szinetar pousou e deixou-se fotografar frente a um espelho (na verdade, é o contrário) ao lado de grandes nomes da literatura. Os mais de 300 retratos darão um livro. Ler mais na Revista Ñ, na qual poderão ver um vídeo do próprio.

Abaixo, dois exemplos: Amis e Borges ("Tener a Borges era como tener a Dios").

[Fotografias retiradas do artigo da revista Ñ e do blogue do fotógrafo.]

«O ponto de interrogação é um ponto de exclamação cansado»

Assim o diz Maria João Freitas no blogue "A namorada de Wittgenstein".

Eudora Welty - um perfil

No El País.

Alice Vieira, Ana Maria Magalhães, Luísa Fortes da Cunha e Álvaro Magalhães indicam as leituras que vão fazer das crianças bibliófilas absolutas

Ler no i.

O manifesto anti-pontos de exclamação: e eis como o Senhor Palomar, e restantes bloggers, fazem coisas que não sabiam que estavam a fazer

«Um tema simples e divertido; um autor-celebridade e o seu mais recente best seller usados como catalisadores; influenciadores de peso a argumentarem na blogosfera e redes sociais; branding; e criação de uma aplicação para utilização viral – e eis que surge uma campanha bem animada.» Ler o texto de Joana Machado, no blogue não-autorizado da LPM.

Juan Gabriel Vásquez

Juan Gabriel Vasquez (1973) é colombiano e o seu primeiro romance, "Los Informantes", de 2004, causou furor, colocando-o no pódio dos autores com menos de 40 anos do seu país. Ler no The Guardian a crítica ao livro. Ler no N.Y.Times um perfil do autor.

O Senhor Palomar quer deixar claro que, ao contrário da interpretação da equipa LPM, o seu manifesto nada tem que ver com o quase-livro de MST

Mas, ainda assim, o Senhor Palomar agradece a mui simpática referência.

Stieg Larsson - análise da trilogia

Na revista Ñ.

As cartas íntimas de Beckett, cujo primeiro volume foi recentemente publicado, analisadas por J.M.Coetzee

É um artigo imperdível da revista Ñ.

Ivan Klima

A ler, no The Guardian, o perfil do autor checo Ivan Klima, que o amigo Philip Roth, pelo seu "Beatle haircut" e "carnivorous teeth", apresentou como "a much more intellectually evolved Ringo Starr"

O tambor de lata, de Gunter Grass. Em Setembro, pela Dom Quixote

A Dom Quixote publicará em Setembro O tambor de Lata, numa edição comemorativa dos cinquenta anos da publicação original do romance (ver canto superior esquerdo da capa) .

Quiz de férias

No The Guardian.

A "arca" de Juan Ramón Jiménez

No El País.

Aravind Adiga

Numa altura que se debate a longlist do Booker de 2009, o The Guardian relembra o vencedor do ano passado, publicado em Portugal pela Editorial Presença.

Neil Gaiman mata Batman

Como seria o final do famoso superherói de Gotham City? “Whatever Happened to the Caped Crusader?” é a versão muito própria de Neil Gaiman.

Este velório promete.

Dactiloscrito: Italo Calvino

Retirado daqui. Clique para aumentar.

domingo, 2 de agosto de 2009

Martinho da Arcada em risco de fechar. Por viabilidade financeira? É o grão de café que está caro? A carga fiscal? Não, são mesmo as obras da CML

Depois, quando dá jeito, venham dizer que Fernando Pessoa vale mais do que a PT.

Escritores de todo o mundo: façam testamento. Este foi um apelo do Senhor Palomar que só a ele o vincula.

Caso mais recente: Jack Kerouac. [Via Moleskine Literario]

O roubo Tribuna da História - Pedro Vieira - ainda a blogosfera

«O que mais me enfurece ainda é que esses palhaços – cansei-me de ser civilizado – estão a ter uma onda de publicidade gratuita e fácil, não me espantaria nada que por causa deste episódio as vendas do maldito livro subissem. Não é segredo para ninguém o gosto perverso da humanidade em assistir e contribuir para a tirania. Ainda assim, mesmo que esses patifes ainda consigam lucrar com toda esta fantochada, os homens de bem não podem ficar calados e quietos. Não sei que tipo de efeito terá um boicote vindo do mundo dos blogs a uma editora que já de si, certamente, vende pouco, mas, ainda assim gostava de vê-lo. Mais que não fosse para que o Pedro saiba que não está sozinho nesta luta e que o chico-espertismo, felizmente, é mal visto.» Tiago Sousa Garcia, no Livros [s]em critério.

Booker Prize - se tudo não passasse de um jogo de apostas, Hilary Mantel vencia. Por larga maioria

Ler no The Independent.

Sebastian Barry

«Great excitement in all quarters. Most of the pressure was taken off by the fact that Joseph O'Neill, another Irishman, was also on the longlist. I had read his book, Netherland, and found it new and miraculous. So a part of me (perhaps not the major part, but a part) was ready to cheer him on all the way.»

Sebastian Barry reflecte sobre o que foi estar nomeado para o Prémio Booker, pela obra Escritos Secretos, publicada entre nós pela Bertrand.

Os novos ventos da literatura argentina

No El País.

O Grande Gatsby, por Molina

Ler no El País.

Booktour de Mia Couto, por Luís Ricardo Duarte

Reportagem fotográfica aqui. Alguns exemplos: